Vara da Infância e da Juventude do DF orienta ginastas contra abuso sexual

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Foto/Reprodução 

Com o objetivo de orientar e esclarecer crianças, adolescentes e suas famílias sobre a prevenção e o combate à violência sexual infanto-juvenil, a Vara da Infância e da Juventude do Distrito Federal – VIJ-DF realizou, no último sábado, dia 19, atividade educativa no Centro Regional de Treinamento de Ginástica, anexo ao Ginásio Nilson Nelson. A iniciativa foi da Federação Brasiliense de Ginástica – FBG, tendo em vista as recentes denúncias de abuso sexual praticado contra ginastas brasileiros.

A ação serviu ainda para lembrar o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, 18 de maio. Ao abrir o evento, o presidente da FBG, Marco Antônio Martins, deu as boas-vindas aos presentes e contou uma história pessoal para ressaltar a importância de se discutir o assunto. Em outro momento, ele alertou para os cuidados na diferenciação de toques involuntários e toques abusivos na relação entre treinadores e atletas de ginástica.

A psicóloga Paloma Vaz, que atua na FBG, proferiu palestra inicial direcionada aos pais. Ela explicou questões acerca do assédio e do abuso sexual e falou sobre o uso da hierarquia, da relação de poder ou confiança, nas condutas abusivas de adultos contra crianças. A psicóloga disse aos pais para ficarem atentos a mudanças no comportamento dos filhos. “Conversem com seus filhos, criem um canal de comunicação com eles, pois é importante que saibam que têm apoio”, afirmou.

Em seguida, o supervisor da Seção de Atendimento à Situação de Risco da VIJ-DF, psicólogo Reginaldo Torres, desenvolveu uma atividade educativa voltada às crianças e aos adolescentes para orientá-los de forma lúdica sobre seus direitos e como se proteger de abusos e violências. Ele contou com a participação voluntária do público infantojuvenil para a leitura de alguns dos direitos garantidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, como o lazer, o esporte e viver livre da violência.

Foto: Reprodução

Para orientar as crianças sobre abuso sexual com uma linguagem didática e adequada, o psicólogo utilizou a cartilha “Um presente especial”, publicada pela VIJ-DF. Com ilustrações e frases curtas, a publicação visa informar a criança a respeito do seu direito à integridade física e emocional, esclarecer que ninguém tem o direito de violar o seu corpo, bem como autorizar e legitimar o seu direito de pedir ajuda quando precisar. Para conhecer e ler a cartilha, clique aqui.

A partir do conteúdo da publicação, o supervisor da VIJ-DF falou sobre toques bons e toques ruins ao corpo, reforçou com as crianças o direito de dizerem não a gestos que as incomodem ou machuquem, além de orientá-las a identificarem a pessoa de confiança e os órgãos de proteção aos quais elas devem recorrer para pedir ajuda se precisarem. “O que nós queremos é que não aconteça mais nenhuma violência contra crianças e adolescentes”, concluiu Reginaldo Torres.

Ao final da atividade, foram distribuídos exemplares da cartilha “Um presente especial”, além de listas com os locais onde podem ser denunciadas situações de violação de direitos infantojuvenis. As famílias presentes também puderam conversar e tirar dúvidas com os profissionais da VIJ-DF. O evento contou ainda com o apoio e a presença da supervisora da Seção de Apuração e Proteção da VIJ-DF, Ana Luíza Müller, bem como de outros servidores da Vara.

Onde denunciar

Situações de violação de direitos de criança ou adolescente podem ser denunciadas aos seguintes órgãos:

  • Conselho Tutelar (clique aquie localize o mais próximo);

  • Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (3207-4523);

  • Promotoria de Justiça de Defesa da Infância e da Juventude (3348-9000);

  • Núcleo de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente da Defensoria Pública (2196-4504);

  • Centro de Atendimento Integrado 18 de Maio – para casos de violência sexual (3391-1043);

  • Disque 100;

  • APP Proteja Brasil – sistema integrado com o Disque 100, disponível para IOS e Android;

  • Serviços públicos, como unidades de saúde, CREAS, CRAS e escolas.

FONTE: AGENDA CAPITAL