A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirma que existem CDBs (certificados de depósito bancário) no espólio da ex-primeira-dama Marisa Letícia. O valor, porém, seria cerca de 1.000 vezes mais baixo que a cifra escrita no despacho do processo de sucessão da ex-primeira-dama, morta em 2017.

O juiz responsável pediu esclarecimentos sobre 2.566.468 unidades de CDB em nome de Marisa. Cada uma valeria R$ 100, totalizando R$ 256,6 milhões, de acordo com o despacho.

O valor unitário de R$ 100, porém, seriam de debêntures citadas por engano no processo. A defesa afirma que as CDBs somam R$ 26.281,74. Há, na resposta ao juiz, imagem de extrato do Bradesco, banco emissor dos títulos, sustentando o dado.

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A equipe de Lula também diz que as contas da família toda foram analisada pelos procuradores da Operação Lava Jato e pelo Coaf, e não foi encontrado 1 valor dessa magnitude.

O documento enviado pelos advogados ao juiz (leia a íntegra, 211 Kb) afirma que o patrimônio de Marisa Letícia soma, na verdade, R$ 1.458.535,49. Os esclarecimentos foram prestados à Justiça nesta 4ª feira (15.abr.2020).

Histórico

O juiz cita as CDBs em despacho de 6 de abril e depois, novamente, no dia seguinte.

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou nota quando as primeiras informações foram divulgadas. Leia a íntegra:

“Sobre notícias falsas divulgadas com objetivos políticos pelo filho do presidente da República, segue nota dos advogados de Dona Marisa Letícia:

“1 – É inverídica a afirmação divulgada por alguns veículos noticiosos e reproduzida em redes sociais de que o Espólio da ex-primeira dama Marisa Letícia Lula da Silva seria proprietário de CDBs no valor de R$ 256 milhões.

2- Todos os bens que integram o espólio de D. Marisa e que deverão ser partilhados foram apresentados nos autos do inventário e constam das últimas declarações protocoladas em 02/03/20020, termos da lei. O despacho proferido em 06 de abril faz referência, por equívoco, a escrituras de debêntures que o próprio Juízo reconhece não ter relação com os bens a partilhar (“não há debêntures a partilhar quer em nome da falecida, quer em nome do inventariante”).

3 – Lamentavelmente, mais uma vez o nome de D. Marisa está sendo utilizado para produzir ‘fake news’, com novos ataques à sua honra e memória.

Teixeira, Martins & Advogados”

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