Taxa de contágio de covid 19 no Rio aumenta em semana com menor isolamento
Taxa de contágio de covid 19 no Rio aumenta em semana com menor isolamento

Taxa de contágio de covid-19 no Rio aumenta em semana com menor isolamento (Andre Coelho/Getty Images)

A América do Norte superou mais uma vez a América do Sul na média móvel dos últimos sete dias nesta semana, algo que não acontecia desde que Nova York, que viveu o ápice da pandemia de março e junho, começou a controlar o avanço do vírus no estado, mostra relatório da Exame Research sobre a reabertura entre as principais economias do mundo.

A piora do cenário faz retroceder mais uma vez o processo de abertura econômica na região no início de julho, como aconteceu na Califórnia. O estado voltou a fechar estabelecimentos há alguns dias após novo pico. Além dele, Flórida e Texas também vem chamando bastante atenção:

“Lembrando que Nova York, Texas, Flórida e Califórnia são justamente os estados de maior representatividade no PIB americano (mais de 30%) e gera preocupação”, diz Arthur Mota, economista da Exame Research.

“Talvez o possível pacote fiscal que deve sair até o final do mês possa trazer um novo gás para o consumo das famílias americanas”, diz. O governo americano pretende regulamentar em julho nova legislação com estímulos contra os impactos da pandemia.

Evolução de novos casos em contexto continental estava concentrada na América do Sul, mas a partir de junho a América do Norte voltou a se destacar
Evolução de novos casos em contexto continental estava concentrada na América do Sul, mas a partir de junho a América do Norte voltou a se destacar

Evolução de novos casos em contexto continental estava concentrada na América do Sul, mas a partir de junho a América do Norte voltou a se destacar A casa de análise mapeou em relatório onde a reabertura da economia acelerou com mais força neste mês.

No caso do México, o relatório destaca o arrefecimento da recuperação dos níveis de mobilidade, com redução nos seis fluxos acompanhados (lazer, mercado, parques, transporte público, local de trabalho e residência). O maior destaque segue para o caso dos transportes públicos, com queda de 42% na comparação com o nível de janeiro.

No Brasil, em termos de isolamento social, o destaque negativo é do Piauí, com índice em 43,45%. Na outra ponta, com as maiores flexibilizações, estão Tocantins (35%) e Goiás (36%).

Um cenário mais controlado nas capitais do Rio e de São Paulo trazem certo alívio para a economia: “O fato de parecerem mais tranquilas tem bastante relevância para a reabertura, principalmente de serviços, que é o setor que mais está apanhando na pandemia”, diz Mota. O Rio de Janeiro entrou nesta sexta-feira na fase 4 de reabertura, voltando a permitir por exemplo a prática de esportes coletivos na praia durante a semana.

Já São Paulo ainda está na fase três, mas, muito embora cidades do interior ainda preocupam as autoridades, o número de casos está estável desde que o governo decretou a reabertura do comércio no início do mês.

As duas regiões metropolitanas — onde o número de casos, embora em níveis altos, mostram estabilidade —, são centros gravitacionais de atividade econômica, explica o economista. E, por isso, não movimentam apenas os serviços internamente, mas também de outras regiões.

Ainda deprimidos, os serviços estão tendo mais dificuldade de reagir em comparação ao comércio e à indústria, que mostraram o começo de uma recuperação nos dados de atividade de maio, quando já deu para ver o impacto positivo vindo do auxílio mensal de 600 reais para o varejo.

Em termos de mobilidade, o Brasil segue cerca de 30% abaixo do nível verificado em janeiro, mas segue em ritmo de recuperação na última semana, diz o relatório. O índice de isolamento estacionou desde o início de julho, gravitando entre 40% e 41%, mas de forma bem diversificada entre os estados.

Europa

De forma geral, a Europa vai muito melhor no processo de reabertura econômica do que o resto do mundo ocidental: “Nenhum headline extremamente negativo de segunda onda nas últimas semanas, e os indicadores de mobilidade urbana estão melhorando de forma significativa, sobretudo por causa do verão europeu”, diz Mota.

O relatório destaca que o processo de reabertura segue avançando no Reino Unido, com recuperação no fluxo de pessoas no transporte, embora ainda 40% abaixo do nível pré-pandemia. O home office ainda parece bem penetrado na ilha.

Na França, a mobilidade em mercados e farmácias superou o “normal” neste início de junho (de 1,7% para 5%), destaca o relatório. Os índices também indicam um forte afrouxamento do home office, com fluxo em residência saindo de 3,85% para 2,57%.

Já a Itália continua sendo o principal exemplo positivo, onde o fluxo em locais de trabalho estão apenas 20% abaixo do nível do começo do ano.

Fonte: exame.com/economia/como-vai-a-reabertura-da-economia-no-brasil-e-no-mundo

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