REDES SOCIAIS: das “Tias do Zap” aos Heróis da Resistência
REDES SOCIAIS: das “Tias do Zap” aos Heróis da Resistência
REDES SOCIAIS: das “Tias do Zap” aos Heróis da Resistência

Um de meus primeiros artigos aqui no JCO foi “O Brasil e o quarto poder: A Guerra Política hoje, é sobretudo, travada nos campos da mídia”, nesse artigo em que o Quarto poder representa a Mídia e não as Forças Armadas, falo de como a ESQUERDA, junto com outros poderes se mobilizou para combater um Governo de Direita Conservadora.

No ensaio, A DIGITALIZAÇÃO SOCIAL, que também tenho publicado aqui no canal, comento sobre como um fenômeno de comunicação chamado de “Tias (e Tios) do Zap” à partir do impacto na sociedade da Operação Lava-Jato, foi um fator decisivo na eleição de Bolsonaro, um conservador de Direita, nesse caso, de uma nova direita alinhada com os preceitos Liberais que, como também comentei em outro Artigo, representa uma abordagem que apresenta alguns dentre os melhores “cases” de sucesso econômico e social ao redor do mundo nas últimas décadas.

Só que a conjugação de tais fatores, por mais que representem um alinhamento com base em estruturas concretas como o surgimento e propagação das redes sociais e o processo de “transformação digital” que foi EQUALIZANDO as diversas gerações humanas, mesmo que permitindo a sua adesão às novas tecnologias, dentre elas a Telefonia Celular e aplicativos como WhatsApp (também conhecido como Zap Zap, pela população, digamos, sênior), e que serviu para definir uma eleição pois afinal, as tias e tios do Zap são eleitores e, em geral, são uma grande massa de conservadores, representou algo que, ao meu ver, não apenas não se repetirá, como apresenta um novo ambiente onde há uma forte resposta de outros agentes no cenário da comunicação digital local e global, como veremos.

A GRANDE MIDIA, O PODER ECONOMICO E OS CONFLITOS DE GERAÇÕES

É fato que as Tias do Zap, assim como uma infinidade de novos “comunicadores” que podemos chamar de Canais de Direita ou Canais independentes Conservadores (youtubers e outros) não representam sozinhos, a base de sustentação que Bolsonaro precisa para assegurar o seu índice de apoio e um reforço adicional com base no pesado “APARATO” que se formou para INVIABILIZAR O ATUAL GOVERNO (inclua-se nesse aparato: Todos os canais de Esquerda (que são a maioria); as Casas Politicas e boa parte dos Parlamentares); STF e os Interesses Globalistas).

Já deu para ver: O JOGO É BRUTO e, como diz o ditado, “O Brasil não é para os Fracos e nem para os Amadores”.

Os canais que se somaram de forma mais articulada às “tias do zap”, foram e tem sido, fundamentais para a sustentação Bolsonaro no Governo (já que o poder continua aparelhado, como também citei em outro artigo).

Dentre esses canais, apenas para citar alguns que acompanho com regularidade temos: Rodrigo Constantino (menos engajado em ideologias); Bernardo Kuster; Kim Paim (que faz excelentes doiciês, um belo jornalismo investigativo); Allan dos Santos (e sua Terça Livre); Paula Marisa e Barbara (do te atualizei) que são excelentes humoristas; Gustavo Gayer (e seu Papo Conservador) além de Canais com Veteranos do Jornalismo com grande credibilidade como Alexandre Garcia e agora, Ernesto Lacombe cujo canal estreia com quase um milhão de seguidores conquistados em apenas uma semana e que bateu o recorde da plataforma youtube com cerca de 120 mil espectadores em tempo real no ultimo dia 16, quando de sua inauguração. Poderia citar aqui muitos outros canais importante que estão posicionados nas redes, assim como canais mais estruturados como o próprio JCO e Jornalistas que assumiram a missão de fazer o contrapeso nessas “batalhas” que tiveram início já no processo eleitoral, mas que se intensificaram exponencialmente após as eleições.

Mas gostaria de trazer ao debate outros fatores determinantes desse ambiente “competitivo” que foi transformada a mídia que circula pelas redes sociais, principalmente. E quando pensamos em Redes sociais temos que considerar as “gerações que nela Co habitam” (algo com a seguinte configuração com base em dados redondos de 2019 publicados em janeiro deste ano pela Twist Data Science):

• O maior publico é de pessoas Jovens entre 25/34 anos e corresponde a 32% das redes;• Adultos jovens representam 16% e tem idades entre 35/44 anos;• As crianças representam 6% com idades entre 13/17 anos;• Os jovens (podemos considerar adolescentes) são 27% e se situam entre 18/24 anos;• O público de meia idade representa 10% e se situa entre 45/54 anos;• O público sênior 6% com idades entre 55/64 anos• E os idosos 4% com idades acima de 64 anos.

Podemos fazer várias inferências com base nessa estratificação, não é mesmo? Vamos pensar em algumas (vou fazer apenas três dentre inúmeras possíveis):

• O público Muito Jovem (acima de 13 anos e até 24) representa 33% do total (muitos são eleitores e várias o serão em breve;• Os Jovens Adultos (acima de 18 e até 35 anos) representa 59% do Total. Estes todos são eleitores, potencialmente;• O público sênior (acima de 45 anos) representa apenas 20% do total.

Você consegue imaginar que tipo de CONTEÚDO (e formato de mensagem) conseguiria atingir tais grupos? Sim, amigos… é disso que estamos tratando. Pense, por exemplo que um perfil como o de FELIPE NETO (com 38.8 milhões de seguidores no Youtube) estaria fortemente impregnado no Grupo que representa 33% das redes, mas que com uma linguagem / mensagem na qual não tem ou tem pouca concorrência. O grau de penetração é monumental!

Há quem diga que só o Grupo ligado ao Felipe Neto fatura mais de 30 milhões por ano (vocês já sabem como se ganha $$$ nas redes, não é?) e “domina/gerencia” cerca de 5.000 perfis de conteúdo (não, você não me entendeu mal). Some a isso, eventuais interesses de quem gostaria de atingir esse público que representa o presente e futuro do mercado e da sociedade brasileira? Espero que as fichas já tenham caído…

E vejam… o Felipe Neto agora, se associa ao que há de pior na Imprensa Internacional de esquerda para “fazer a imagem” do Brasil no Exterior, com um discurso EDITADO pelo canal, me refiro ao New York Times. Vocês têm dúvidas de qual foi o objetivo e de como FN foi usado como ferramenta? Acreditem, não para por aí: tem muitos interesses e $$$ nesse jogo.

SOMOS “AMADORES” PERTO DO APARATO DA ESQUERDA

O que quero deixar claro é que, somente pela soma de esforços e contribuições da própria população ou de quem consegue enxergar esse “ardil”, podemos ter alguma chance contra tais interesses. Uma Estratégia que vejo ser adotada e bem, pelo projeto BRASIL PARALELO (que já sofre uma espécie de “bullying” das plataformas sociais, também contaminadas por interesses escusos, o que poderá afetar a “monetização” de outros canais de direita) que viabiliza seu projeto pela contribuição de um público, cada dia maior…esse é um dos caminhos. O outro é o investimento de anunciantes e patrocinadores que tem responsabilidade, nacionalismo e acreditam no Brasil: do Brasil verdadeiro.

Além disso, é preciso uma articulação mais “estratégica”: quantos dos canais que eu acompanho e admiro, conseguem chegar ao público que citei? Quais deles tem uma linguagem parecida com a adotada pelo PERSONAGEM FELIPE NETO?… que faz a cabeça da “molecada”, cujos posts chegam a ter cerca de 10 milhões de visualizações e incontáveis interações, como alertei no meu ensaio “A DIGITALIZAÇÃO SOCIAL”.

Está na hora de acordar! Antes que seja tarde…

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Fonte: fogocruzadodf.com.br/noticias/brasil/politica/redes-sociais-das-tias-do-zap-aos-herois-da-resistencia

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