Dados da empresa de segurança cibernética Apura revelaram que o Brasil é o país que mais sofre com ciberataques no mundo, segundo matéria do portal Metrópoles.

A empresa encontrou mais de 1 milhão de sites potencialmente maliciosos com as palavras-chave coronavírus e Covid criados desde o início da pandemia com domínios no país.

Os alvos dos criminosos vão desde usuários comuns quanto grandes corporações e até entidades do Estado, como prefeituras e secretarias estaduais.

Entre os golpes mais usados, estão clonagem de WhatsApp, vazamento de informações, canais falsos no YouTube e propagação de malware.

No caso dos golpes por WhatsApp, a empresa encontrou milhares de números expostos em pesquisas na internet, especialmente de números de usuários no Brasil, EUA, Índia e Reino Unido.

O app Zoom também foi alvo de hackers em março, quando disparou a demanda por aplicativos do tipo durante a quarentena.

Sandro Suffert, da Apura, diz no texto:

“Há uma falha pela qual atores inserem arquivos maliciosos, principalmente quando do compartilhamento [pelos usuários na conversa] de arquivos em GIFs [imagens com animações]. O arquivo malicioso é enviado ‘disfarçado’ de GIF”

Já no Youtube, são inúmeros os casos de canais “sequestrados” ou clonados por hackers, que tentam desviar doações de lives de artistas famosos que seriam destinadas ao auxílio de populações desprotegidas durante a pandemia.

Os ataques são comandados muitas vezes por verdadeiras organizações criminosas, como a REvil, que recentemente expôs na Depp Web dados de uma séries de empresas com pagamento em Bitcoin.

Outra gangue, DopplePaymer, atacou recentemente um dos servidores de serviços da agência espacial americana NASA.

O diretor de operações da Apura, Maurício Paranhos, diz que a maioria dos golpes acontece por falhas de segurança dos próprios usuários, que acabam acessando sites que não oferecem segurança ou abrindo anexos de e-mails com conteúdo malicioso, infectando o sistema.

“Os ataques acontecem todos os dias, de todas as formas. Esses de larga escala são menos comuns, eles têm área técnica estruturada, com processo e ferramentas adequadas. O que a gente faz é mitigar riscos e tentar detectar como um incidente pode acontecer”

Ele elenca as principais estratégias a serem adotadas para não sofrer com ataques hacker:

– Senha forte: não usar informações pessoais em senhas como data de nascimento ou número de telefone, usar números, símbolos e letras preferencialmente.- Senhas diferentes para serviços diferentes- Autenticação de dois fatores- Usar cofres de senhas para evitar perder acesso ou senhas- Desconfiar de sites que não oferecem fator de segurança (indentificado por um cadeado no endereço do navegador) e de e-mails recebidos com anexos

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Fonte: cointelegraph.com.br/news/brazil-is-the-country-in-the-world-that-suffers-the-most-cyber-attacks-how-to-protect-itself

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