A cidade de Maricá, no Rio de Janeiro, possui uma moeda própria que aquece o comércio regional. Segundo o Folha Vitória, somente em maio de 2020 mais de 30 milhões de “mumbucas” circularam na cidade.

A criação de uma moeda própria e a assistência financeira de bancos regionais podem impulsionar a economia local. Atualmente existem 115 bancos sociais voltados para o estímulo econômico de comunidades espalhadas por 22 estados brasileiros.

Além de oferecer oportunidades de créditos para localizações onde grandes bancos não chegam, os bancos regionais podem administrar moedas próprias que circulam apenas em uma localidade. Sendo assim, além do real brasileiro, existem cidades que utilizam sua “própria moeda”.

Existem dezenas de projetos de moedas próprias no Brasil, que permitem a circulação local de dinheiro. Com a crise financeira enfrentada pela pandemia do Novo Coronavírus, moedas como a “mumbuca” pode ajudar famílias carentes.

Moeda própria em cidades no Brasil

Algumas cidades como Maricá – RJ criaram uma forma de movimentar a economia com a criação de uma moeda própria. No caso da cidade fluminense, a “mumbuca” é distribuída para a população através de um auxílio financeiro com direito a transações digitais e cartão de crédito com pagamento por aproximação.

Moedas próprias podem impulsionar a economia local, aumentando o fluxo de circulação de dinheiro. A “mumbuca” é distribuída para 23 mil moradores de Maricá – RJ.

Com uma paridade com o real brasileiro, cada mumbuca vale cerca de R$ 1,00. Até então, cada morador atendido pela projeto da prefeitura da cidade recebia 600 mumbucas mensais como benefício social “renda mínima”.

Porém, com a pandemia do Novo Coronavírus, o auxílio foi aumentado para 1.045 mumbucas. Ou seja, 43 mil pessoas recebem R$ 1.045 mensalmente da prefeitura de Maricá – RJ, em moeda própria, que é aceita amplamente na cidade.

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Cartão é usado para transações com a Mumbuca (Reprodução Prefeitura Municial de Maricá – RJ)

Banco social em Maricá – RJ

O projeto é administrado pelo Banco Mumbuca, o banco social foi criado em 2013 e atende 19 mil pessoas além dos 43 mil beneficiários do programa de transferência de renda.

De acordo com a presidente do Banco Mumbuca, o número de empresas que aceitam a “mumbuca” mais que dobrou nos últimos meses. Em entrevista ao Folha Vitória, Natália Sciammarella fala que a moeda própria de Maricá – RJ é amplamente aceita no comércio local.

“Hoje o dinheiro que circula em Maricá é a mumbuca. O vendedor de picolé aceita, a tia do bolo de pote, o casal que vende doce na rua para pagar o casamento. Cadastramos os informais, mas também os grandes mercados, farmácias e até grandes redes nacionais de fast-food ou venda de móveis.”

Natália explica que a popularização da “mumbuca” fez com que a moeda própria da cidade fosse mais aceita que o cartão de crédito. Durante a pandemia quase 3.700 novos comerciantes foram cadastrados na rede da mumbuca.

“A nossa capilaridade é maior que a do cartão de crédito na cidade.”

O Banco da Mumbuca cobra apenas 2% para transações que envolvem a troca da moeda própria pelo real brasileiro que pode ser trocado a qualquer momento. A taxa arrecadada pelo banco social é utilizada para outros projetos sociais na cidade, conforme explica a presidente do Banco Mumbuca.

“A taxa para cada estabelecimento é de apenas 2%, que são usados pelo banco em programas de crédito produtivo ou para a reforma de residências, sem a cobrança de juros.”

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Fonte: cointelegraph.com.br/news/brazilian-city-creates-own-currency-more-accepted-than-credit-card

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