Há alguns dias assisti ao webinar “Ciência de Dados e o Mercado de Trabalho” de nossos vizinhos de site, o pessoal da Exame Academy com o Rychard Guedes, professor da Let’s Code, e o André Portilho, Head da Exame Academy. (https://www.youtube.com/watch?v=i0l2ZKskZpc&feature=youtu.be)

De alguma forma este webinar me chamou a atenção.

Com pouco mais de 20 anos atuando em marketing e tecnologia tive oportunidade de ver um filme se formando ao longo dos anos onde, em algum momento, estas duas áreas iriam se juntar. Entre o final dos anos 80, início dos 90 isso se tornou uma realidade com o nome de Database Marketing. Na virada do milênio, com a chegada da internet comercial esse negócio de dados, marketing e tecnologia foi, pouco a pouco, tomando corpo.

Embora eu seja um entusiasta disso tudo desde o início de minha carreira profissional, acho que tivemos de esperar pelo menos uma geração para que finalmente os tais bancos de dados começassem a ser vistos como mais do que meros acumuladores de bits e bytes. E foi exatamente isso que me chamou a atenção no webinar.

Quando comecei minha carreira como estudante de engenharia e depois migrando para administração e marketing, linguagens como Pascal, VB, Clipper e softwares (hoje chamados de aplicativos) como Visicalc – depois substituído pelo Excel, eram uma sopa de letras digeridas somente por quem trabalhava com números ou computação.

O Excel ganhou o mundo das empresas, e principalmente dos profissionais de marketing. Para quem seguiu carreira em uma área que tentava juntar as duas coisas (marketing e tecnologia) como foi o meu caso, durante muito tempo fomos vistos como “um profissional estranho” tanto pelo pessoal de tecnologia como pela galera do marketing.

O grande desafio para se colocar nesta posição que não se encaixa nem no marketing nem em tecnologia, é que o profissional tem de ter a habilidade de um programador (sem necessariamente ser um especialista), a visão numérica de um estatístico (sem a necessidade de formação na área) e finalmente a visão do negócio e a capacidade de conciliar tudo isso. – Pessoalmente acho que a criatividade tem e terá sempre o seu espaço. Já escrevemos por mais de uma vez aqui no blog a respeito da vital importância do UX e CX (User & Customer Experience).

Na minha visão, uma pessoa com um bom conhecimento de negócios e que tenha e/ou habilidade ou vontade para estudar, pode complementar seus conhecimentos com linguagem de programação e noções de modelagem estatística e, no final, ter sua caixa de ferramentas com os novos skills necessários.

Comecei a mexer com Excel e computação por pura curiosidade. Anos mais tarde fui chamado para vários empregos exatamente por essa ‘nova habilidade’ que poucos dominavam até então.

Não há dúvidas que estamos em um momento de nossa humanidade de grandes transformações, mas se eu pudesse dar uma dica para alguém que inicia seus estudos e quer se preparar adequadamente para este novo mundo que se forma, eu indicaria exatamente o que o Guedes e o Portilho sinalizaram no webinar: Phyton, R (que poucos sabem que é da década de 70) e boas noções de bases/bancos de dados, bem como a capacidade de saber o que e onde buscar informações para popular seus modelos de estudo.

Da mesma forma que o Excel foi até este momento uma das melhores ferramentas para o marketing e áreas que trabalham com números, não acredito que estas indicações venham a solucionar o câncer (como alguns acreditavam que o Excel poderia ter feito), mas certamente irão facilitar e muito a vida dos profissionais que hoje estão na casa dos 15 a 25 anos, e que iniciam suas formações e carreiras neste momento.

Coding is the new English. Fica a dica!

Fonte: exame.com/blog/relacionamento-antes-do-marketing/coding-is-the-new-english

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