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Durante o dia, os acolhidos têm aulas de reforço escolar, raciocínio lógico, educação física, marcenaria e culinária. Foto: Divulgação | Sedes

Aprender a fazer uma horta, cozinhar e se especializar na marcenaria. Essas são algumas das atividades propostas pelos cuidadores da Unidade de Acolhimento de Crianças e Adolescentes (Unac), em Ceilândia. O serviço socioassistencial acolhe os meninos e meninas que chegam ao local, geralmente encaminhados pelo Conselho Tutelar e pela Vara da Infância e Juventude.

São adolescentes entre 12 e 17 anos em medidas protetivas por determinação judicial, em decorrência de violação de direitos (abandono, negligência, violência) ou pela impossibilidade de cuidado e proteção da própria família, que encontram na Unac de Ceilândia a oportunidade de ressocialização por meio das oficinas.

A unidade é gerenciada pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), responsável pela execução do serviço que visa o retorno seguro ao convívio familiar, prioritariamente na família de origem.

“É uma mudança de hábitos. Temos meninos envolvidos com o mundo das drogas, em ato infracional. O trabalho desenvolvido foca no resgate da dignidade deles, olhar para o outro lado, ver uma luz no fim do túnel”, destaca a gerente da Unac de Ceilândia, Dione Marly Barbosa. “Por meio das oficinas, queremos dar autonomia aos adolescentes acolhidos, despertar neles o sentimento de que é possível ter uma vida diferente, de que há várias oportunidades de profissionalização”, afirma.

Localizada na EQNM 36/38, Área Especial 9, na M Norte, a Unac III tem capacidade para receber até 16 adolescentes. Durante o dia, os acolhidos participam de diversas atividades. Eles têm aulas de reforço escolar, raciocínio lógico voltado para jogos, educação física, marcenaria e culinária.

Vínculo com a família

Ao completar 18 anos, os jovens precisam  deixar a unidade. Por isso, a coordenação oferece ainda um trabalho voltado à inserção no mercado, com palestras motivacionais e de profissionais de diversas áreas.

O serviço ganhou regularidade neste mês de julho. “Neste momento de pandemia da Covid-19, pensamos em fazer algo diferente, não deixar que esse menino saia daqui do mesmo jeito que entrou. Estamos no começo, estruturando ainda, mas eles têm gostado, sempre tem alguém participando”, relata Dione Barbosa.

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A expectativa, segundo ela, é aumentar o número de atividades. “Estamos buscando parcerias, doações para reunir o material das oficinas, como a cozinha experimental. Temos voluntários da comunidade de Ceilândia que estão nos ajudando. Mas a maioria das atividades é realizada pelos nossos cuidadores, educadores sociais, pedagogos”, complementa.

A gerente da Unac de Ceilândia explica que o trabalho também é voltado para aproximar esse adolescente da família. “Damos a liberdade de o cuidador trazer também, porque ele vai descobrindo as habilidades dos adolescentes. Por meio desses jogos, os profissionais vão trabalhando questões familiares, de vínculo, de que é importante a família ficar junto. São jogos bem instrutivos”, finaliza.

O afastamento da criança ou do adolescente da família deve ser uma medida excepcional, aplicada apenas nas situações de grave risco à sua integridade física e/ou psíquica, após determinação do Poder Judiciário e por requisição do Conselho Tutelar. O objetivo é viabilizar, no menor tempo possível, o retorno seguro ao convívio familiar, prioritariamente na família de origem e, excepcionalmente, em família substituta (por meio de adoção, guarda ou tutela).

O serviço é voltado para a preservação e fortalecimento das relações familiares e comunitárias das crianças e dos adolescentes. O atendimento deverá ser oferecido para um pequeno grupo e garantir espaços privados, para a guarda de objetos pessoais e registros, relacionados à história de vida e desenvolvimento de cada acolhido.

Serviço:

A Secretaria de Desenvolvimento Social possui três unidades de acolhimento para crianças e adolescentes: a Unac I, no Guará; a Unac II, no Recanto das Emas; e a Unac III, na M Norte. Para ter informações das ações, serviços, programas e benefícios da Sedes é só enviar as dúvidas para o WhatsApp (61) 99451-2943.

*Com informações da Sedes

Fonte: www.agenciabrasilia.df.gov.br/2020/07/21/unidade-de-ceilandia-oferece-capacitacao-para-adolescentes-acolhidos

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