Um ecossistema paralelo de DeFi e pouco conhecido está silenciosamente emergindo: o protocolo Cosmos.

Diversos projetos que vem chamando a atenção dos investidores tais como Band, Kava, Terra e THORChain todos baseados no Cosmos, reforçando o potencial desse novo ecossistema.

Apesar das semelhanças, esses projetos baseados no Cosmos têm capitalizações de mercado significativamente mais baixas quando comparadas às suas contrapartes no Ethereum. Somente o protocolo Compound possui US$ 2 bilhões empenhados em sua plataforma, segundo o DeFiRate.

Esses projetos podem tornar o ecossistema Cosmos um meio viável para investidores que buscam a próxima janela de oportunidade para aplicativos DeFi ou usuários que buscam abrigo das altas taxas da Ethereum, algo que tem sido um gargalo na expansão das aplicativos descentralizados. Mas como o protocolo Cosmos se compara ao Ethereum?

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Imagem: Messari 

O Ethereum floresceu fornecendo a infraestrutura para criação de diversos e inovadores projetos econômicos baseados em blockchain. A maleabilidade e facilidade para criação de contratos inteligentes impulsionou toda uma gama de aplicativos e negócios.

Contudo, o protocolo Ethereum ainda sofre para entregar a robustez necessária para sustentar um ecossistema tão rico e pulsante. O gargalo de crescimento está calcado na velocidade da rede e nos custos de transações que estão ficando cada vez mais caros.

Com efeito, o protocolo Cosmos se estrutura de forma completamente diferente. Ao contrário do Ethereum, o ecossistema Cosmos não depende de uma única cadeia raiz.  Ao invés disso, consiste em várias cadeias independentes chamadas zonas, que compõem um hub e se comunicam através de um padrão de interoperabilidade que será lançado em breve.

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Imagem: Messari

As zonas são cadeias específicas de aplicativos que compartilham componentes similares com os Hubs Cosmos, que por sua vez rotearão e validarão as informações transmitidas entre diferentes zonas em troca de taxas.

No gráfico acima compilado pela Messari, vê-se que os projetos baseados no Cosmos ainda precisam crescer e atrair uma grande quantidade de recursos para se igualarem aos grandes projetos DeFi baseados em Ether. A título de comparação, o projeto Ban Protocol precisa crescer 23 vezes para se igualar ao Chainlink, um projeto de oráculo de preços.

O projeto de finanças descentralizadas da Kava foi lançado no blockchain Cosmos, dando aos usuários a capacidade de colocar o BNB em garantia para receber sua stablecoin, USDX.

O Kava funciona de maneira semelhante ao MakerDAO (MKR), permitindo que os usuários depositem criptoativos  e emprestem a stablecoin da Kava, USDX. O projeto se concentra em fornecer interoperabilidade à DeFi e promete garantias de outras cadeias, incluindo Bitcoin (BTC) e Ethereum (ETH).

O surgimento de um novo ecossistema DeFi

Esse modelo de negócio oferece aos projetos baseados no Cosmos a flexibilidade de criar cadeias específicas de aplicativos que não precisam compartilhar garantias de segurança e compartilhamento da mesma banda de transmissão, como são os casos dos aplicativos descentralizados em Ethereum (dApps), que rodam todos sobre a mesma blockchain. Mas ainda há questão da liquidez que sobra no ecossistema Ethereum e que falta ao Cosmos.

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Imagem: Messari

O protocolo Cosmos ainda possui uma grande estrada para percorrer para se tornar uma opção para os desenvolvedores e iniciativas no setor de DeFi, mas já demonstra que possui condições de competir de igual para igual com os projetos baseados no protocolo Ethereum.

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Fonte: cointelegraph.com.br/news/ethereum-based-defi-ecosystem-and-cosmos-based-defi

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