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Além de orientar as mães, unidades fazem a coleta, pasteurização e distribuição para bebês internados

 

JURANA LOPES, DA AGÊNCIA SAÚDE

 

Toda mulher sadia que esteja amamentando seu bebê é uma potencial doadora de leite materno, independentemente da idade da criança. A doação de leite materno é de extrema importância porque alimenta cerca de 250 bebês por dia no Distrito Federal, em todas unidades neonatais da rede pública de saúde.

 

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Arte: Érick Alves

O Distrito Federal tenta manter um destaque que tem em nível nacional que é o fato de distribuir leite materno para todas as crianças internadas em unidades neonatais. Para isso, possui 15 Bancos de Leite Humano (BLH), sendo dez bancos de leite humano da Secretaria de Saúde, dois federais e três da saúde suplementar. Há também cinco postos de coleta, sendo dois da Secretaria de Saúde e três da rede suplementar. Lembrando que todas maternidades da rede contam com um banco de leite ou posto de coleta.

 

“A principal função dos bancos de leite e postos de coleta é o apoio, proteção e promoção do aleitamento materno e com isso, auxiliar todas as mães e famílias que desejam amamentar. Outra função é coletar o leite excedente das nutrizes, pasteurizar e distribuir com qualidade certificada”, explica Miriam Santos, coordenadora das Políticas de Aleitamento Materno e Banco de Leite Humano do Distrito Federal.

 

Foto: Breno Esaki/Agência Saúde DF

No Distrito Federal, 98% da doação de leite materno são feitos em nível domiciliar, ou seja, as mães coletam o leite em um pote de vidro com tampa de plástico e armazenam no freezer, entram em contato com o banco de leite, que faz o cadastro e, uma vez por semana, vai até a casa delas e troca o pote cheio por um vazio.

 

Dados

 

“De Janeiro a Julho de 2020 coletamos 10.299,1 litros de leite materno e atendemos 7.360 crianças. Iniciamos o ano com um déficit de 30% nas doações, mas conseguimos recuperar e estamos com 1% a mais em relação ao mesmo período do ano anterior. No entanto, no mês de julho, tivemos uma arrecadação menor que as de maio e junho, temos muitos bebês doentes que precisam de leite materno”, informa.

 

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Foto: Breno Esaki/Agência Saúde DF

De acordo com Miriam, a queda nas doações de julho preocupa, já que houve menos de 300 litros de leite materno coletado em relação ao mês anterior. Segundo a coordenadora, é de extrema importância que se mantenham os estoques para atender os bebês que estão internados nas unidades neonatais.

 

“O banco de leite que está passando por maior dificuldade é o do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), que tem uma distribuição diária de cerca de 12 litros de leite materno pasteurizado. A maioria das mães que têm bebês internados na unidade neonatal é diarista, ou seja, aquela mãe que passa o dia no hospital e vai embora para casa. Com a questão da pandemia, estas mães estão evitando ir ao hospital porque a maioria delas utiliza o transporte público”, afirma Miriam.

 

Fundação

 

O primeiro Banco de Leite Humano foi criado no Distrito Federal em 1978, que foi o do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), uma parceria da época com o Rotary Clube de Taguatinga Norte. Essa parceria existe até hoje, esse clube de serviços sempre disponibiliza alguns insumos que o banco de leite possa precisar, vidros e até conserto de equipamentos. A coleta domiciliar é realizada pelo Corpo de Bombeiro Militar desde 1989.

 

“A rede de Banco de Leite Humano é uma casa de apoio à amamentação. Todas mulheres que desejam amamentar nos procure, estamos dispostos e prontos para atender e orientar. Mesmo com a pandemia, fazemos orientações por telefone, e-mail, videochamadas e presencialmente”, conclui. Para mais informações sobre o Banco de Leite Humano, acesse o site Amamenta Brasília.

 

EDIÇÃO: JOHNNY BRAGA

REVISÃO: JULIANA SAMPAIO 

Fonte: www.saude.df.gov.br/entenda-a-importancia-dos-bancos-de-leite-humano

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