População pode ligar no 160 para solicitar uma vistoria pela Vigilância Ambiental

 

JOSIANE CANTERLE, DA AGÊNCIA SAÚDE DF

 

Uma preocupação constante para a saúde pública são os acidentes com animais peçonhentos. São diferentes áreas envolvidas no monitoramento dessas ocorrências, nas inspeções domiciliares e na educação e orientação para prevenir acidentes e o aparecimento de animais. Até o final do mês de julho foram registrados 1.388 acidentes no Distrito Federal.

 

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Escorpiões foram os animais responsáveis pela maioria dos acidentes com animais peçonhentos em 2020 – Foto: Carlos Eduardo/Zoológico de Brasília

Os acidentes com esses animais têm a notificação compulsória para a Secretaria de Saúde e Ministério da Saúde. As equipes de Vigilância epidemiológica monitoram esses dados a fim de garantir a quantidade de soro contra os diferentes venenos sempre disponíveis nos hospitais da rede pública de saúde. “Nós precisamos monitorar a quantidade de soro que a rede tem em estoque e quanto precisa de reposição, quais são os tipos de acidentes que mais ocorrem, tudo isso a gente precisa para fazer a nossa logística”, explica Renata Brandão, gerente de Imunização.

 

Veja os dados registrados até o momento:

 

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Arte: Rafael Ottoni

A estes números se somam outras 59 ocorrências de casos diversos, que são aqueles que não houve registro no sistema pelo profissional de saúde ou que não foi realmente possível identificar o animal agressor.

 

Captura

 

O trabalho da Vigilância Epidemiológica soma-se ao da Vigilância Ambiental em Saúde, que vai até o local onde os animais são encontrados para identificação e recolhimento dos mesmos, conforme o caso. Há animais que a remoção é feita por outros órgãos.

 

“Em caso de ocorrência de abelhas o chamado deve ser feito aos Bombeiros, já se forem serpentes é o Batalhão de Polícia Ambiental quem deve realizar a captura”, informa o biólogo, Israel Martins. “A Vigilância Ambiental orienta a população com os principais cuidados com estes dois animais. Para escorpião, aranha, lagarta e lacraia é diferente”, ressalta o biólogo da Secretaria de Saúde.

 

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Acidentes envolvendo aranhas venenosas somam 89 casos em 2020 – Foto: Carlos Eduardo/Zoológico de Brasília

Em caso de aparecimento desses animais, a população deve acionar a Vigilância Ambiental, por meio dos números 160 e 2017-1344 ou pelo e-mail gevapac.dival@gmail.com para agendamento da inspeção. Uma equipe vai até a residência da pessoa que localizou os animais e faz a coleta dos animais existentes, com busca em caixas de esgoto, entulhos e outros locais. “Verificamos as condições que existem na casa ou apartamento que favorecem a entrada desses animais ou abrigo dos mesmos. A gente acaba orientando a população a adotar algumas medidas preventivas e de controle”, esclarece Martins.

 

Neste ano foram recebidas 704 solicitações de inspeções ou retirada de animais peçonhentos pela Vigilância Ambiental. Os meios que chegam os chamados são pelas ouvidorias, pelo telefone 160, e-mails, chamados das administrações regionais e as feitas pessoalmente.

 

Atendimento na rede pública

 

O paciente deve procurar o mais rápido possível a emergência do hospital mais próximo para o atendimento e, se necessário, receber o soro compatível. Apenas os hospitais referência para a Covid-19 tiveram esse tipo de atendimento suspenso, assim, os pacientes que buscariam atendimento no Hospital Regional da Asa Norte devem procurar o Hospital Regional do Guará ou outro nas proximidades.

 

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Durante a pandemia, Hospital Regional do Guará recebe pacientes que sofreram acidentes com animais peçonhentos – Foto: Breno Esaki/Agência Saúde

Prevenção

 

Na ocorrência de acidentes, a Secretaria de Saúde conta também com o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox) do Samu, referência no atendimento aos pacientes picados e funciona 24 horas por dia. O Ciatox possui equipe multidisciplinar de médicos, enfermeiros e farmacêuticos que prestam orientação à população. Em caso de ocorrência, disque 0800-644-6774.

 

EDIÇÃO: JOHNNY BRAGA

Fonte: www.saude.df.gov.br/df-registrou-1-3-mil-acidentes-com-animais-peconhentos-ate-julho

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