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Netflix: mercado de streaming de vídeo irá faturar mais de 50 bilhões de dólares em 2020 (Leandro Fonseca/Exame)

Sem poder ir ao parque, cinema ou teatro por causa da pandemia, as pessoas em 2020 precisaram recorrer a formas de entretenimento que podem ser consumidas em casa. Isso provocou um crescimento gigantesco da indústria de streaming de vídeo, que deve crescer 19% este ano, faturando 51,6 bilhões de dólares. Além das empresas por trás da plataformas de vídeo, startups com serviços periféricos que ajudam no consumo de séries e filmes também cresceram.

Uma delas é a brasileira Chippu, criada em maio pelos sócios Thiago Romariz (ex-diretor de conteúdo do Omelete e atual líder global de conteúdo e relações públicas do Ebanx), Vitor Porto, Luigi Pedroni e Thamer Hateme. A empresa oferece um aplicativo que ajuda os usuários a escolher o melhor filme para assistir em plataformas de streaming como Netflix, Amazon Prime, HBO Go e Globoplay.

Crescimento astronômico

No final de semana de lançamento da plataforma, o volume de downloads foi tão grande que os servidores não deram conta da demanda. No domingo, o app estava em primeiro lugar na Google Store e entre os dez primeiros na categoria de entretenimento da App Store. Ao longo dos últimos dois meses e meio, o sucesso se manteve e o aplicativo atingiu a marca de 100.000 downloads e 1 milhão de dicas dadas.

Os bons resultados atraíram patrocinadores, entre eles o canal Telecine e o aplicativo de delivery James, do GPA. O Telecine tem um espaço na plataforma para recomendar filmes para a semana. Já o James, a partir desta sexta-feira, 14, irá oferecer uma refeição com desconto para acompanhar o filme indicado do dia. Os sócios foram procurados por investidores interessados no negócio, mas não fecharam nenhuma rodada ainda.

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Novas ferramentas

De maio para cá, a plataforma também ganhou novas funcionalidades, entrando no mundo das redes sociais. Agora, os usuários podem seguir críticos, escrever resenhas, criar playlists próprias, cadastrar os filmes que já viram e os que querem ver. Ao longo deste trimestre, os sócios irão investir em um segmento de curadoria de notícias sobre entretenimento. “O usuário escolhe os temas que quer seguir e nós montamos uma timeline personalizada para ele”, diz Romariz.

O próximo passo é a entrada no mundo das séries. Em vez de só recomendar seriados, como faz com os filmes, o Chippu pretende trazer ferramentas novas, que ajudem o usuário a se organizar para conseguir ver todos os episódios dos programas que acompanha. 

Até o final do ano, a empresa planeja sua expansão para os Estados Unidos e América Latina. Como a distribuição do produto é feita pelas lojas de aplicativo do Google e da Apple, a ideia é adaptar a plataforma para os outros países, traduzindo as ferramentas para inglês e espanhol e ajustando o catálogo para cada região. A meta é, até dezembro, ter no mínimo 200.000 usuários ativos na plataforma.

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Como funciona

O Chippu foi desenhado para ter uma usabilidade simples. Logo que se cadastra no aplicativo, o usuário precisa responder um questionário curto e bem humorado, inspirado nos testes do Buzzfeed. Depois, o app pede para a pessoa marcar quais filmes já viu. Com base nas respostas, um perfil “cinéfilo” é elaborado e o usuário já consegue solicitar dicas de filmes para assistir.

No botão “uma dica!”, o usuário seleciona o gênero de filme que quer ver e qual plataforma de streaming pretende usar. Logo, o aplicativo retorna com uma sugestão. Caso a pessoa já tenha assistido, pode avaliar o filme e receber uma nova indicação. Se o filme sugerido não agradar, é só clicar em “não” que uma nova recomendação aparece na tela.

O aplicativo também oferece playlists de filmes, feitas semanalmente pela equipe para cada perfil de usuário. Todos os dias da semana as pessoas recebem uma sugestão nova e podem navegar por listas curtas, com quatro ou cinco filmes no máximo, com temas como “sorrir é o remédio” e “viagem no tempo”. Quanto mais a pessoa utiliza, mais assertivas são as indicações.

A combinação da rapidez do algoritmo com a curadoria humana é a chave do aplicativo, segundo os criadores. Enquanto as plataformas de streaming tendem a incentivar que o usuário siga vendo filmes similares, o Chippu usa a curadoria humana para quebrar a cadeia de indicações e surpreender o usuário com novos filmes. “Queremos tirar a pessoa da bolha. A experiência do cinema só tem graça quando você descobre algo novo”, diz Romariz.

Fonte: exame.com/pme/criada-na-crise-startup-que-indica-filmes-na-netflix-tem-100-mil-usuarios

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