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Sara Giromini: A extremista incentivou pessoas contrárias ao aborto a irem ao hospital para hostilizar os médicos (FREDERICO BRASIL/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/Estadão Conteúdo)

Nesta madrugada, o canal no YouTube da extremista Sara Giromini saiu do ar. A medida vem dois dias depois que ela expôs o nome de uma criança de dez anos que foi estuprada pelo tio e que teve a gravidez interrompida por decisão judicial.

Procurada, a plataforma ainda não se pronunciou. Nos vídeos antigos, há a informação de que a conta foi removida por “violação dos termos de serviço do YouTube”. 

Sara Winter, canal de extremista é removido do YouTube
Sara Winter, canal de extremista é removido do YouTube

– (Reprodução/YouTube)

 

No último domingo, 16, a militante de extrema-direita publicou em diversas redes sociais a identidade da criança e o endereço do hospital que faria o procedimento para interromper a gravidez prevista em lei. Ela também chamou o médico responsável pela unidade de “aborteiro”. 

Logo em seguida, a Justiça do Espírito Santo mandou Google, Facebook e Twitter retirar do ar todas as informações divulgadas em suas plataformas sobre a criança.

Entenda o caso

Durante quatro anos, a criança foi vítima de abusos sexuais por parte de um tio, de 33 anos, que a engravidou. Ambos moravam em São Mateus, cidade a 218 quilômetros de Vitória, capital do Espírito Santo.

A série de abusos sexuais que a criança sofreu veio à tona no dia 9, quando ela, acompanhada de um familiar, deu entrada em um hospital da cidade.

Segundo informações do jornal A Gazeta, do Espírito Santo, no atendimento, os profissionais da unidade notaram que a barriga da criança apresentava um volume e foi realizado um exame de sangue. O resultado do teste comprovou a gravidez e indicou que a menor já estava grávida há cerca de três meses.

Na teoria, com essa situação, a criança só precisaria da autorização de sua responsável, no caso a avó, para que o procedimento fosse realizado em uma instituição de referência. No entanto, uma intensa batalha judicial, médica e religiosa se formou em torno do caso.

A promotoria da Infância e Juventude do Espírito Santo divulgou que vai investigar se grupos externos pressionaram a avó da criança para negar o aborto. Com o impasse, na sexta-feira, 14, a Justiça do Espírito Santo autorizou que o procedimento fosse realizado na criança.

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Ela foi transferida ao Hospital Hucam (Hospital Universitário Cassiano Antonio Moraes), localizado em Vitória. Lá, os médicos realizaram mais um exame, em que foi constatado que a criança já estava com gravidez avançada de 22 semanas.

Por isso, o hospital negou realizar o procedimento e ela teve de viajar para Pernambuco, onde há um hospital de referência em saúde da mulher. Após a transferência para Recife, pessoas contrárias ao aborto estiveram na porta do hospital hostilizando os médicos. Eles foram incitados após publicação de Sara Giromini.

Fonte: exame.com/brasil/youtube-remove-canal-de-sara-giromini-apos-divulgacao-de-dados-de-crianca

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