A jovem Sozan, de 22 anos, experimentou de perto a perseguição muçulmana por conta da sua e o medo causado por uma guerra civil que assolou sua terra natal, na Síria. Seu testemunho foi colhido através da organização Portas Abertas.

Depois que Sozan se converteu, passou a sofrer ameaças, sendo mal vista pela comunidade onde residia. Segundo seu relato, homens chegaram a cercar ela e sua irmã, Arya, com a intenção de feri-las, mas acabaram desistindo milagrosamente.

“Um dia, acho que cerca de seis semanas após minha conversão, eu estava com minha irmã Arya. Um grupo de homens veio nos ferir. Disseram que tínhamos má reputação e que devíamos ser mortos. Ambos estávamos chorando de tanto medo. Mas então Jesus apareceu para mim. Ele me disse: ‘Não tenha medo.’ Então eles de repente se desculparam e foram embora. Isso só poderia ter sido obra de Deus”, conta.

Ela lembra de um episódio em que forças turcas bombardearam Qamishli, sua cidade natal, que fica próximo da fronteira com a Turquia. Em meio aos ataques, ela lembra que duas bombas caíram perto de sua casa, gerando muito medo.

“Estávamos com tanto medo”, disse Sozan. “Oramos muito. Ouvimos sons de explosões. Duas bombas caíram perto de nossa casa”, lembra.

No momento em que as bombas caíram perto de sua casa, a jovem lembra que sentiu o prédio tremendo e toda a família estava nervosa. Neste momento, a esposa do pastor local, Hannan, chamou para que fossem para um lugar mais seguro.

A família aproveitou uma pequena pausa no bombardeio para correr de sua casa para a casa do pastor. “Corremos para fora de nossa casa e vimos mais pessoas correndo”, disse Sozan. “Ficamos com a família do pastor até que o bombardeio parou e foi mais seguro voltar para casa.”

A igreja Alliance Church, que é apoiada pela organização Portas Abertas, passou a ser um local de esperança para os cristãos no país, assim como para as pessoas necessitadas.

Fuga

Devido a conversão ao Cristianismo, as irmãs tiveram de deixar Qamishli, pois os muçulmanos passaram a cobrar seu pai para que elas fossem mortas, já que estavam desonrando a família. “Disseram que nós, como suas filhas, tínhamos má reputação e que deveríamos ser mortos; que nosso pai deveria cuidar para que essa vergonha fosse lavada”, relatou.

Com a ajuda da sua igreja, elas foram levadas para um lugar seguro, até que pudessem retornar depois de algum tempo. Ela diz que a Alliance Church tem lhe ajudado muito em meio as situações angustiantes e depois de voltar para sua cidade natal continua orando por proteção.

“Estávamos em uma situação terrível”, disse ela. “A vida para nós era um inferno antes de virmos para Jesus. Era como viver em uma floresta cheia de monstros. Mas durante o horror, a igreja ficou conosco. Recebemos ajuda humanitária e recebemos abrigo quando enfrentamos perseguição. Deus disse a Seus filhos para ajudarem outros como nós. Por meio disso, sentimos que Deus está conosco, que Ele não está nos deixando de jeito nenhum”, disse segundo o Christian Today.



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