O ditador venezuelano, Nicolás Maduro, pediu na quinta-feira (22) que a Assembleia Nacional do país (equivalente ao Congresso Nacional) debata o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Ele citou o apoio do papa Francisco a união civil entre homossexuais.

Maduro afirmou que o tema deve ser debatido a partir do início do próximo mandato, em janeiro de 2022, mesmo que as eleições sejam fraudulentas no país. Ele se valeu da declaração polêmica do líder da Igreja Católica sobre apoio a união gay, que não é legalizado na Venezuela.

No país de maioria católica, ainda não houve interferência neste sentido, como aconteceu no Brasil, onde o Supremo Tribunal Federal (STF) usurpou competências do Congresso Nacional reconhecendo a união homossexual.

“Eu tenho amigos e conhecidos que estão muito felizes com o que o papa disse ontem”, afirmou Maduro em um evento com líderes do Partido Socialista. “Eu vou deixar essa tarefa, a tarefa do casamento LGBT, para a próxima Assembleia Nacional”.

A Assembleia Nacional está atualmente sob controle da oposição ao ditador, que promete boicotar o processo eleitoral por suspeita de fraudes.

Papa

O papa Francisco, líder máximo da Igreja Católica, declarou apoio a união civil de homossexuais em documentário. Francisco diz que pessoas LGBT devem ter seus direitos de união protegidos por leis civis.

“Pessoas homossexuais têm o direito de estar em uma família. Elas são filhas de Deus e tem direito a uma família. Ninguém deveria ser descartado [dela] ou ser transformado em miserável por conta disso”, disse o pontífice, no documentário “Francesco”.



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