Um jovem professor cristão chamado Youssef Hany está sofrendo acusações de insultar o Islã. Ele é de Ismália, uma cidade no Canal de Suez, a 125 quilômetros a nordeste do Cairo, de acordo com os relatos locais ele fez alguns comentários no Facebook.

Parece que no início deste mês ele respondeu o comentário de uma muçulmana que havia expressado sua oposição às críticas que o presidente da França e outros cidadãos franceses fizeram ao Islã.

No dia 11 de novembro, Hany e uma mulher muçulmana identificada apenas pelo seu nome no Facebook como Sandosa, pelos seus comentários nas redes sociais. Eles foram acusados no dia seguinte sob o código penal do Egito, Artigo 98(f) que proíbe o insulto a uma “religião celestial”, no caso, o islamismo, cristianismo e/ou judaísmo.

Os comentários de Hany no Facebook viraram uma discussão acalorada e os outros usuários circularam os comentários e divulgaram para criar um motim, uma hashtag foi criada no Twitter pedindo o julgamento de Hany e que fosse sentenciado a punição máxima para servir de exemplo aos críticos do Islã.

Foram apontados por um grupo de defesa, comentários de pessoas nas redes sociais pedindo para que Hany fosse morto. Aqueles que insultaram o cristianismo, ou pediram pela morte dele, não foram presos, enquanto Hany segue preso supostamente por criticar o islã.

O escritor Ernest William escreveu em sua página do Facebook argumentando sobre a lei de blasfêmia do Egito e se ela era somente aplicada aos críticos do Islã, ele postou:

“As autoridades não viram os comentários que transcendem o desprezo pelo Cristianismo ao desprezo pelos Cristãos e o apelo direto para matar não apenas o Sr. Hany, mas os Coptas como uma minoria, como um deles afirmou?”, escreveu William.

Depois que a postagem de Hany circulou na internet um advogado deu queixa de sua página no Facebook e contra ele no escritório do promotor, assim como outros advogados também, por isso as autoridades o investigaram e prenderam.

Várias pessoas estão sendo presas no Egito por causa da lei de blasfêmia a religião, mas segundo os direitos humanos a lei precisa separar entre uma crítica honesta da religião e um discurso que deseja incitar a violência.



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