SÃO PAULO – Apesar de seguir o que esperava a maioria dos analistas ao manter a Selic em 2% ao ano, a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) chamou atenção por anunciar o fim do chamado “forward guidance” (prescrição futura).

Com esse mecanismo, o Banco Central se comprometia a não elevar os juros enquanto as expectativas e projeções de inflação de seu cenário básico se mantivessem abaixo do centro da meta no horizonte relevante. E apesar do fim dessa prescrição, analistas apontam que os juros podem não subir já na próxima reunião.

Durante uma live, Caio Megale, economista-chefe da XP, ressaltou que, apesar desses indícios, o BC não terá pressa para elevar a Selic, com um ciclo que pode ter início em maio, ou mesmo ficar para o segundo semestre. Para ele, a taxa básica de juros deve encerrar o ano em 3%.

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Já para Helena Veronese, economista-chefe da Consulenza Investimentos, a decisão de hoje mostrou que a piora do cenário sanitário no curto prazo fez com que o risco fiscal voltasse ao radar do BC.

“Em paralelo, a autoridade monetária não deve iniciar imediatamente seu processo de alta de juros: a atividade fraca e ainda pendente de estímulos deve fazer, a nosso ver, com que tal processo se inicie apenas no segundo semestre do ano”, aponta a economista.

Diante dessas dúvidas sobre quando tem início o ciclo de alta de juros, Leonardo Milane, sócio e economista da VLG Investimentos, destaca que serão as expectativas sobre a velocidade do Copom em subir a Selic que irão fazer preço no mercado daqui para frente.

“Caso o IPCA continue surpreendendo positivamente e/ou o risco fiscal aumente ainda mais, o BC será forçado a acelerar a alta da Selic para patamares acima de 3,5% antes do final desse ano”, afirma.

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