SÃO PAULO – Nesta quarta-feira (20), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB) se pronunciaram publicamente sobre o atraso na entrega dos insumos chineses para a produção da CoronaVac, vacina desenvolvida pela parceria entre a farmacêutica chinesa Sinovac e o Instituto Butantan, em São Paulo.

O instituto paulista, que já entregou cerca de 6 milhões de doses para o Ministério da Saúde começar a campanha nacional de imunização, espera a chegada de 5,4 mil litros do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), princípio ativo do imunizante, que permitiria ao Butantan a produção de 5,5 milhões de doses.

Segundo informações do site de notícias G1, esses insumos devem chegar na semana que vem, embora o Butantan não confirme este prazo.

Doria espera resposta da China em dois dias

o instituto entrou com um segundo pedido de uso emergencial que contempla as doses da CoronaVac que serão produzidas em território nacional.

No último domingo (17), as primeiras 6 milhões de doses do imunizante receberam a autorização emergencial da agência. Nesta segunda, a vacinação teve início em seis hospitais do estado, com cerca de 1,4 milhão de doses. O restante (4,6 milhões) começou a ser distribuído pelo governo federal aos outros estados do país, também nesta segunda.

Problemas com insumos da China são técnicos e não políticos, diz Maia

Em entrevista ao canal GloboNews, Maia informou que se reuniu com o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, para tratar dos possíveis impasses que atrapalham o envio dos insumos ao Brasil.

Segundo o presidente da Câmara, a reunião foi “positiva” e o impasse sobre a entrega dos insumos é meramente “técnico” e não “político”.

“Ele deixou a informação de que junto com o governo chinês estão trabalhando para acelerar a exportação dos insumos, resolver rapidamente a questão dos trâmites técnicos, mas eu senti com clareza que os conflitos políticos não estão dentro desse atraso que ocorreu, que a questão é de fato técnica”, disse Maia.

Entretanto, o presidente da Câmara não quis entrar em detalhes sobre os assuntos pautados no encontro e nem deu mais informações sobre quais seriam esses “fatos técnicos” a qual se referiu.

Sem citar diretamente recentes episódios que desgastaram as relações diplomáticas entre os dois países, Maia defendeu que, neste momento, em que há recrudescimento da pandemia em vários países, as questões políticas não devem ser prioridade nas negociações.

O presidente da Câmara também afirmou que, segundo informações que recebeu da embaixada, não houve nenhuma tentativa de diálogo por parte do governo brasileiro. “Infelizmente a questão ideológica tem prevalecido em relação a salvar vidas no Brasil”, afirmou.

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