O advogado da deputada Flordelis, Anderson Rollemberg, disse em entrevista na sexta-feira (22) que a confissão da filha biológica da parlamentar, no assassinato do pastor Anderson do Carmo, enfraquece acusação contra a deputada e tira qualquer responsabilidade de sua cliente no crime.

Acusada pelo Ministério Público do Rio de ser a mandante do assassinato, a deputada virou ré no processo e responde pelo crime. A deputada Flordelis nega desde o início qualquer participação no crime, ainda que tenha admitido que sabia sobre ameaças contra o marido.

O advogado afirma que Flordelis acompanhou o depoimento de Simone dos Santos à Justiça e que ela teria ficado “extremamente abalada” ao saber que a filha foi quem encomendou o crime. Simone disse que deu dinheiro para sua irmã, Marzy Teixeira, matar o pastor Anderson do Carmo, no qual acusa de assediá-la.

“Ele sempre demonstrou (interesse), mas começou a dar a entender em 2012, quando ele começou a pagar meu tratamento. Ele falava para eu olhar para ele com carinho. Disse que se eu não andasse na cartilha dele, ele não pagaria meu tratamento”, contou a filha da parlamentar.

Simone afirmou que o pastor se masturbava no pé de sua cama e que subia até seu quarto “de manhã e de noite”, o que teria motivado o crime. Ela sugere que Anderson buscava favores sexuais em troca de seu tratamento e que por isso procurou a irmã para matá-lo.

Quando questionada se Flordelis sabia de sua intenção de matar Anderson, Simone respondeu que a deputada não sabia e que também não contou para a mãe sobre o assédio que sofria. “Ele sempre teve segundas, terceiras e quartas intenções comigo. Não tive coragem de contar para a minha mãe. Ela era cega, apaixonada por ele”, desabafou.



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