Marcelo Rebelo de Sousa ganhou as eleições deste domingo (24) e se reelegeu presidente de Portugal em um segundo mandato, com 60,7% dos votos diante de 12,97% da candidata socialista Ana Gomes e de 11,9% do candidato da extrema-direita André Ventura. 

Após a confirmação oficial de sua reeleição, o conservador defendeu o combate à xenofobia e outros tipos de exclusões. “Temos de reenconcontrar o que ficou perdido. Fazer esquecer as xenofobias, as exclusões, os medos. Temos de valorizar as inclusões, os afetos, as cidadanias”, afirmou o presidente.

Rebelo também falou sobre a necessidade de barrar o avanço da pandemia de covid-19 no país, que vive recordes em número de óbitos e novos casos diários desde o final de 2020, quando as regras de distanciamento social foram afrouxadas e coincidiram justamente com os períodos de festas de fim de ano. 

Devido à pandemia, o pleito presidencial deste ano foi atípico, e o índice de abstenção chegou a 60,51%. Desde o dia 15 de janeiro, Portugal está em confinamento geral.

“Os portugueses não querem uma pandemia infindável, uma crise sem termos à vista, um empobrecimento agravado, um recuo em relação a outras sociedades europeias, um sistema político lento a perceber a mudança e um extremismo nas pessoas, atitudes e vida social e política, e querem uma pandemia dominada o mais rápido possível, uma presidência da União Europeia fortalecendo o papel de Portugal e do mundo”, afirmou. 

Rebelo, que já foi secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, ministro dos Assuntos Parlamentares e membro do Conselho de Estado, é um dos fundadores do Partido Social Democrata (PSD), do qual é filiado até hoje. Em seu primeiro mandato, que começou em 2016, Rebelo se aproximou do primeiro-ministro António Costa, do Partido Socialista (PS), rendendo-lhe críticas da direita.

 

Edição: Rodrigo Durão Coelho



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