Foto: Divulgação/GDF Presente
As equipes do GDF Presente percorrem a capital diariamente fazendo serviços que impactam diretamente no melhor desempenho da cidade durante as chuvas | Foto: Divulgação/GDF Presente

Foram duas horas de chuvas intensas e ventos fortes na terça-feira (26) que derrubaram árvores na capital. Ainda assim, os danos causados pela tempestade que afetou especialmente a área central de Brasília foram reduzidos. Isso graças às ações contínuas de prevenção executadas pelo Governo do Distrito Federal, que incluem reformas e construções de bocas de lobo, limpeza de bueiros, obras nas tesourinhas e o cuidado de sempre do GDF Presente. 

 

“A manutenção preventiva dá resultado nessas situações emergenciais. Os órgãos que fazem esses serviços estão trabalhando fortemente desde setembro para minimizar os efeitos das chuvas”, afirma o secretário de Governo, José Humberto Pires. Ele destaca que o efeito da integração do governo refletiu inclusive na ação de resgate da condição natural da cidade depois do temporal de terça, quando todo mundo trabalhou rapidamente para resolver os transtornos. 

 

Durante a tempestade, o Corpo de Bombeiros registrou 56 ocorrências por queda de árvores em várias áreas do DF, principalmente na região central. Mas, além disso, houve registros de poucos pontos de alagamento, obstrução de vias, acidentes de trânsitos sem vítimas graves e o desabamento do telhado de uma igreja – interditada pela Defesa Civil. Cenário relativamente tranquilo e bem diferente do histórico enfrentado pela capital. 

 

“Fizemos a erradicação de seis mil árvores consideradas doentes que, com certeza, teriam caído com a intensidade da chuva, Também podamos 82 mil árvores, que poderiam aumentar o índice de danos. E fizemos muito mais, com prevenção, planejamento e investimento”, afirma o diretor de Urbanização da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), Sérgio Lemos. “As coisas correram normalmente durante a tempestade, o que mostra que nosso trabalho está dando resultado. Mas é um trabalho contínuo, de resiliência”, entende.  

 

No último ano, a Novacap investiu mais de R$ 7 milhões nos contratos de manutenção do sistema de drenagem pluvial para todas as regiões administrativas. Do total, cerca de R$ 2,7 milhões foram para limpeza de 76.410 bocas de lobos. O serviço é executado para aumentar a vazão de água das chuvas na rede e diminuir alagamentos. A empresa também constrói e reforma novos bueiros, e 697,8 metros de novas redes. 

 

O trabalho diário da companhia ainda envolve o desenvolvimento de novas ações. O diretor de Urbanização da Novacap, Sérgio Lemos, conta que são feitas trocas de grelhas por meios-fios vazados que facilitam o curso da água, análises de queda nas vias recapeadas, duplicações de bocas de lobo em pontos que a rede suporta. Em áreas em que a chuva pode causar danos, como taludes, é feita aplicação de grama e arborização com o objetivo de preservar a permeabilização do solo. 

 

Além disso, as equipes do GDF Presente percorrem a capital diariamente fazendo serviços que impactam diretamente no melhor desempenho da cidade durante as chuvas. Isso é aliado ao Cidade Sempre Viva, que garante uma força-tarefa integrada pela zeladoria nas regiões. São executados serviços como poda de árvores, limpeza de bocas de lobo, reposição de tampa de bueiros, tapa-buracos e desobstrução de valas para o escoamento de água e roçagem da grama. 

Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília
O trabalho começou a ser intensificado para a prevenção dos impactos da chuva em setembro | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

 

Secretário das Cidades, Valmir Lemos aponta que o trabalho começou a ser intensificado para a prevenção dos impactos da chuva em setembro. “Isso foi fundamental para evitar maiores danos, e a resposta do governo para o episódio da tempestade foi ótima. Conseguimos voltar à normalidade em menos de 24 horas”, diz. Ele pede colaboração da sociedade para que não joguem lixo em local indevido. “Isso gera muitos transtornos”, lembra. 

 

Outra medida para garantir a segurança e escoamento é a reforma das tesourinhas, ao custo de R$ 5 milhões. Apesar de o objetivo principal ser a renovação estrutural das passagens, parte das obras envolveu criação ou ampliação das redes de captação de águas, especialmente na Asa Norte. Isso sem contar as intervenções no entorno do Estádio Nacional Mané Garrincha, em setembro de 2019, que agora contém o fluxo às superquadras mais baixas – como a 202 e a 402 Norte.   

 

Vem mais chuva

Neste janeiro, a chuva está acima da média. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, o DF acumulou 261,6 milímetros até agora: 25% a mais do que todo o esperado para o período. O mesmo aconteceu no ano passado, quando a capital federal também ficou acima da média, com acúmulo de 319 milímetros.

 

Segundo o meteorologista Mamedes Melo, nada disso é anormal. “É comum acontecerem chuvas de curta duração e forte intensidade nessa estação do ano”, ressalta. O DF segue em alerta amarelo, com possibilidades de chuvas intensas, que podem evoluir para o aviso laranja. 

 

Casos de emergência

Em situações de emergência, o primeiro órgão a ser acionado é o Corpo de Bombeiros pelo 193. A Defesa Civil é chamada pelos militares quando há ameaça de desabamento. O órgão também orienta a população, por mensagens de texto (SMS), quanto aos procedimentos que precisam ser adotados diante do risco de inundações, alagamentos, temporais ou deslizamento de terra. Para se cadastrar basta enviar um SMS com o CEP para o número 40199. O serviço poderá ser cancelado a qualquer momento.  

 

 

*Colaborou Ana Luiza Vinhote



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