Mário Frias, chefe da pasta de Cultura do governo de Jair Bolsonaro, usou as redes sociais para ofender o repórter Igor Carvalho, do Brasil de Fato, nesta quarta-feira (10).

“Otário”, escreveu o ex-ator, em uma publicação do jornalista no Twitter, onde citava a matéria feita por ele, denunciando que uma assessora do secretário, com salário de R$ 10.373, recebeu quatro parcelas do auxílio emergencial, três delas já trabalhando para a pasta. Alguns segundos depois, a ofensa foi apagada. 

Na última terça-feira (9), o Brasil de Fato publicou que Marcleidy Cristina Slama da Fonseca Pacheco, nomeada em 22 de julho de 2020 como coordenadora geral da Política Nacional de Cultura Viva, do Departamento de Promoção da Diversidade Cultural da Secretaria Especial de Cultura, havia recebido o benefício.

Durante todo o dia, a reportagem aguardou uma resposta do Ministério do Turismo e da Secretaria Especial de Cultura. Porém, as pastas se recusaram a enviar um posicionamento sobre a denúncia.

Formada em Administração de Empresas, Pacheco foi nomeada para o cargo de confiança (DAS 101.4) na pasta chefiada por Mário Frias.

Quem indicou a contratação foi sua amiga e secretária-adjunta da Secretaria Especial de Cultura, Andrea Abrão Paes Leme.

Advogada com especialização em editais e licitações e experiência em processos administrativos, Paes Leme é a número dois da Secretaria Especial de Cultura, abaixo apenas de Frias.

Ela foi nomeada em 15 de julho de 2020, uma semana antes da contratação de Marcleidy Cristina Slama da Fonseca Pacheco.

No último dia 8 de fevereiro, Pacheco foi nomeada para exercer o cargo de diretora substituta do Departamento de Promoção da Diversidade Cultural, da Secretaria Nacional da Economia Criativa e da Diversidade Cultural, da Secretaria Especial de Cultura.

Aos 48 anos, Pacheco teve como última experiência, antes de assumir os cargos na pasta chefiada por Mário Frias, a gestão financeira da Caixa de Evangelização das Assembleias de Deus de Santa Catarina e Paraná (Ceadescp), no município de Itajaí, litoral catarinense.

Antes, fazia o controle do fluxo financeiro de uma clínica odontológica.

Edição: Leandro Melito



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