Os partidos políticos da Palestina se comprometeram, na última terça (09), com o calendário estabelecido para as eleições e com a garantia de votação em Jerusalém Oriental, na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, “sem exceções”. A reunião entre as organizações partidárias foi realizada no Cairo, capital do Egito.

Em um comunicado conjunto, emitido ao final do encontro mediado pelo Egito, os 14 partidos divulgaram as datas das eleições legislativas e presidenciais que serão realizadas em 22 de maio e  31 de julho, respectivamente.

Durante a reunião, os participantes afirmaram a necessidade de “tomar as medidas necessárias para garantir a realização de eleições, incluindo as candidaturas e a votação”, de acordo com a nota.

Da mesma forma, eles também concordaram em “permitir a liberdade pública e política garantida por lei” e concordaram com a “libertação imediata de todos os presos políticos” dos partidos palestinos, “com base na liberdade de expressão”.

Neste sentido, decidiram apresentar um pedido ao novo Conselho Legislativo para tratar da situação dos parlamentares detidos pela ocupação israelense, enfatizando também a necessidade de “pôr fim à perseguição de cidadãos por filiação e opiniões políticas” e de “garantir total liberdade para todos os partidos”.

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O acordo entre as organizações inclui a formação de um tribunal para monitorar todo o processo eleitoral, desde fase pré-eleitoral até os resultados das eleições.

Se a celebração das eleições finalmente se materializar, será a primeira vez que os palestinos vão às urnas desde 2006.

O diálogo, organizado pelo Cairo, durou dois dias e reuniu 14 organizações, incluindo o partido Al Fatah, do presidente palestino Mahmoud Abbas, e o movimento islamista Hamas, que controla a Faixa de Gaza.

Estas duas organizações têm se enfrentado desde 2007 e as tentativas de reconciliação entre as duas forças têm se repetido desde então, sem chegar a um consenso, embora elas tenham aproximado suas posições recentemente e, agora com o acordo, demonstrem estarem dispostas a avançar para realizar as eleições.

Estas duas organizações têm se enfrentado desde 2007 e as tentativas de reconciliação entre as duas forças têm se repetido desde então, sem chegar a um consenso, embora elas tenham aproximado suas posições recentemente e, agora com o acordo, demonstrem estarem dispostas a avançar para realizar as eleições.

Em 15 de janeiro, o presidente emitiu um decreto convocando a população palestina para votar pela primeira vez em 15 anos. As últimas eleições presidenciais foram em 2005, e a última vez que um Parlamento foi eleito foi em 2006. De acordo com os últimos números, cerca de 2,5 milhões de palestinos deverão votar em Gaza, na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental.

Edição: teleSUR



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