No sentido contrário à lentidão para a compra e fabricação de vacinas contra a Covid-19 no país, o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, afirmou nesta quinta-feira (11), que pretende imunizar 100% da população vacinável do Brasil até dezembro. A fala foi registrada em uma audiência no Senado, a qual teve como objetivo contribuir para a criação, ou não, de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid.

Segundo o ministro, a intenção é vacinar 50% dos brasileiros aptos até junho e a outra metade até o fim do ano. “Vamos vacinar o país em 2021, 50% até junho e 50% até dezembro. Esse é o nosso desafio, o que estamos buscando e o que vamos fazer”, afirmou Pazuello.

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Em todo território brasileiro, já é conhecida a dificuldade do governo Federal em adquirir vacinas do exterior, e também da lentidão na produção de doses no país. Apesar das parcerias com o Instituto Butantan para a CoronaVac, e da previsão de outros laboratórios nacionais começarem a fabricar imunizantes, o presidente Jair Bolsonaro já havia afirmado que não haveria vacina para todos.

Ministro Pazuello participou de audiência no Senado para falar sobre a vacinação contra Covid-19 no país. Créditos: Tomaz Silva/Agência Brasil

Em entrevista ao site Carta Capital, o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, avaliou ser impossível que Pazuello cumpra sua promessa. “O Butantan tem uma capacidade de produção de cerca de 50 milhões. A Fiocruz fala em 100 milhões. Só que são duas doses. Nós precisamos de 300 milhões. Mais a perda, que é o que cai, o que perde temperatura, o que sobra no frasco, nós precisamos de 340, 350 milhões de doses para vacinar 150 milhões de brasileiros”, explicou.

“Ao ritmo da nossa produção, sem contar com compras de diversas outras vacinas, nós levaríamos um tempo extremamente longo”, acrescentou Mandetta.

Já sobre a criação ou não da CPI, cabe ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, tal decisão. Antes da sessão, o senador ressaltou que a fala de Pazuello não seria decisiva para a instalação da Comissão, mas destacou que seria “importante”.

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Vacinas contra a Covid-19 no Brasil

Durante a sessão no Senado, o ministro da Saúde negou a lentidão no processo de fabricação e aquisição dos imunizantes. Segundo ele, “não há atraso, o contrato foi feito integral das 100 milhões de doses, por proposta do Ministério. A forma de pagamento é por lotes. A gente [governo Federal] já está indo além”, lembrou Pazuello sobre as doses produzidas pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac.

Lentidão na compra e produção da vacina contra Covid-19 tem sido sentido em todo o Brasil. Créditos: M-Foto/Shutterstock

“Hoje, Butantan fabricando a pleno, vai girar entre 8 e 12 milhões de doses por mês. Astrazeneca já está na linha de produção, fica pronta em final de fevereiro começo de março. Temos negociações com Sputnik e Bharat Biotech”, também frisou o ministro citando outras negociações.

Além disso, o general deixou claro que a única forma de vacinar toda a população ainda neste ano é avançando na produção nacional, sem depender da importação de imunizantes.

Via: Folha/Metrópoles





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