Na última quinta-feira (11), o advogado Fernando Augusto Fernandes, do Rio de Janeiro, entrou com um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando que a Corte torne pública as conversas entre o ex-juiz Sergio Moro e os procuradores da Operação Lava Jato.

No dia 9 de fevereiro, o STF garantiu à defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, réu na Operação Lava Jato, acesso à íntegra das conversas entre Moro e os procuradores. As conversas foram obtidas por hackers e posteriormente foram apreendidas pela Polícia Federal, no curso da Operação Spoofing.

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O advogado acredita que a quebra do sigilo dos arquivo deve favorecer o trabalho dos jornalistas, que poderiam tornar público todos os diálogos de Moro com a equipe do Ministério Público do Paraná.

“Nosso pedido ao ministro Lewandowski, de abertura plena de todas as mensagens do Sergio Moro e procuradores, visa dar publicidade a atos processuais realizados às ocultas, sem o registro dos autos. A imprensa tem o direito e o dever de tomar conhecimento deste material, que faz parte da história do país, e publicizar os atos que foram ocultados na Operação Lava Jato”, afirma Fernandes.

Conjunto probatório

A defesa de Lula, no entanto, anunciou que não pretende utilizar as conversas na ação que move no STF, em que acusa Moro de parcialidade durante o julgamento do ex-presidente no âmbito da Lava Jato.

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De acordo com Cristiano Zanin Martins, advogado de Lula, já há “conjunto probatório suficiente” para que o STF reconheça a suspeição de Moro e anule o julgamento do ex-presidente.

Edição: Rogério Jordão



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