[Texto enviado originalmente na Newsletter do Stock Pickers no último sábado, 13 de fevereiro. Para receber a newsletter, basta clicar aqui e colocar seu melhor email].

Pedi esse espaço da escrita ao Renatão pois quero contar uma das histórias mais bizarras que já presenciei nos meus quase 13 anos de mercado financeiro: a “Bolha do Alicate”, que aconteceu em 2011 envolvendo as ações de uma empresa cujo nome nós, palmeirenses, tivemos que ouvir muito nesta semana: a Mundial.

Antes de falar “da Mundial” na bolsa, uma reflexão importante sobre “o Mundial” de futebol. A derrota do Palmeiras pode ter sido dolorosa para o torcedor, mas se tem uma coisa que o mercado me ensinou é que a análise relativa é tão importante (se não mais) do que a análise absoluta.

leia a íntegra da decisão aqui).

Após tudo isso, a Mundial não conseguiu autorização para entrar no tão sonhado Novo Mercado. Hoje, ela está na categoria “Walking Dead” da bolsa: o último negócio feito com a ação foi em 16 de outubro de 2020 e o valor de mercado da empresa atualmente é de R$ 63 milhões.

Moral da história: Cuidado com histórias “boas demais pra serem verdade”, provavelmente elas não são verdade. E se mesmo assim você quiser pagar pra ver, vai com pouco dinheiro e nunca se alavanque em um negócio desses.

Eu já presenciei várias “mini Mundiais” na bolsa e o roteiro é sempre o mesmo: o primeiro ato é um rumor, geralmente envolvendo uma empresa em dificuldades e com baixíssima liquidez na bolsa, que começa a circular em grupos de whatsapp ou até fóruns da internet; no segundo ato, vem o movimento no preço das ações e aumento do volume (o “Zé com Zé” que vimos lá em cima). Se a história colar no mercado, o papel explode e os “Zés” saem de cena com um belo lucro.

Você pode ser muito vitorioso mesmo sem encontrar aquele tão sonhado Mundial – seja na bolsa, seja no futebol.





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