As hepatites virais são doenças silenciosas que provocam inflamação do fígado e nem sempre apresentam sintomas. No Brasil, são causadas mais comumente pelos vírus A, B, C ou D. Existe ainda o vírus E, com predominância na África e na Ásia. Representam um problema de saúde pública de grande importância, pois é significativo o número de pessoas atingidas e não identificadas. Quando não diagnosticadas, as hepatites virais podem acarretar complicações das formas agudas e crônicas, muitas vezes levando à cirrose ou ao câncer de fígado.

Hepatite A

 

A hepatite A é transmitida de pessoa para pessoa quando os alimentos ou a água estão contaminados por fezes contendo o vírus. A incidência é mais frequente em locais com precariedade do saneamento (água e esgoto tratados) e acomete, principalmente, crianças e adolescentes.

Os cuidados com a higiene são fundamentais para se evitar a contaminação por qualquer vírus ou bactéria. Lavar as mãos com água e sabão e desinfectar os alimentos frescos antes de consumir são algumas recomendações para não ser infectado pelo vírus da hepatite A.

 

Sintomas – Os sintomas mais comuns da hepatite A são náuseas, febre, falta de apetite, cansaço, diarreia e icterícia (coloração amarela da pele e nos olhos). O período de incubação (tempo até aparecer os sintomas) varia de 15 a 45 dias, em média 30 dias do contato com o vírus. A pessoa contaminada pode transmitir o vírus desde duas semanas antes do início dos sintomas até o final da segunda semana já com a doença (período de transmissão).

 

Ao aparecerem os sintomas o indicado é procurar imediatamente a unidade básica de saúde. Não existem medicamentos específicos para tratar esta doença, este tipo de hepatite trata-se, essencialmente, com repouso, ou seja, devem ser evitados grandes esforços físicos.

 

Evite a automedicação para alívio dos sintomas, uma vez que o uso de medicamentos desnecessários ou que são tóxicos ao fígado podem piorar o quadro. O médico saberá prescrever o medicamento mais adequado para melhorar o conforto e garantir o balanço nutricional adequado, incluindo a reposição de fluidos perdidos pelos vômitos e diarreia.

 

Hepatite B

 

A hepatites B só pode ser diagnosticada por meio de exames de sangue específicos para essa hepatite viral. Os testes rápidos para hepatite B estão disponíveis na rede pública e todas as pessoas não vacinadas adequadamente e com idade superior a 20 anos devem procurar uma unidade básica de saúde para fazer o teste rápido para hepatite B.

A hepatite B não tem cura. Entretanto, o tratamento disponibilizado no SUS objetiva reduzir o risco de progressão da doença e suas complicações, especificamente cirrose, câncer hepático e morte. Os medicamentos disponíveis para controle da hepatite B são a alfapeginterferona, o tenofovir e o entecavir.

 

As hepatites virais representam um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo. São doenças infecciosas causadas por diferentes vírus, que têm em comum o tropismo primário pelo tecido hepático. Nem sempre a infecção por esses vírus apresenta sinais e sintomas, mas quando presentes, incluem frequentemente febre, fraqueza, mal estar, dor abdominal, enjoo/náuseas, perda de apetite, urina escura, icterícia (olhos e pele amarelados) e fezes esbranquiçadas.

 

Transmissão – A hepatite B é transmitida pelo sangue (via parenteral, percutânea e vertical), sêmen e secreção vaginal (via sexual). A transmissão pode ocorrer pelo compartilhamento de objetos contaminados, como lâminas de barbear ou depilar, escovas de dente, alicates e acessórios de manicure e pedicure, materiais para colocação de piercing e para confecção de tatuagens, materiais para escarificação da pele para rituais, instrumentos para uso de substâncias injetáveis, inaláveis (cocaína) e fumadas (crack).

 

Pode ocorrer a transmissão também em acidentes com exposição a material biológico, procedimentos cirúrgicos, odontológicos, hemodiálise, transfusão, endoscopia, entre outros, quando as normas de biossegurança não são respeitadas. Estima-se que 400 milhões de pessoas em todo o mundo estejam infectadas com o vírus da hepatite B (HBV).

 

Prevenção – A principal forma de prevenir a infecção pelo vírus da hepatite B é a vacina, que está disponível nas salas de vacina do Distrito Federal, nas unidades básicas de saúde. As doses são aplicadas em todas as pessoas não vacinadas, independentemente da idade. Para as crianças, a recomendação é que se façam quatro doses da vacina, sendo: ao nascer, aos 2, 4 e 6 meses de idade (vacina pentavalente).

 

Já para a população adulta, via de regra, o esquema completo se dá com aplicação de três doses. Para população imunodeprimida deve-se observar a necessidade de esquemas especiais com doses ajustadas, disponibilizadas nos Centros de Imunobiológicos Especiais (CRIE).

 

Outras formas de prevenção devem ser observadas, como usar camisinha em todas as relações sexuais e não compartilhar objetos de uso pessoal. O preservativo está disponível na rede pública de saúde.

Saiba mais sobre a doença aqui.

 

Hepatite C

 

 

A hepatite C tem cura. O tratamento da doença é feito com os chamados antivirais de ação direta (DAA), que apresentam taxas de cura de mais 95% e são realizados, geralmente, por oito ou 12 semanas. Os DAA revolucionaram o tratamento da hepatite C, possibilitando a eliminação da infecção.

 

Todas as pessoas com infecção pelo HCV podem receber o tratamento gratuito pelo SUS. O médico, tanto da rede pública quanto suplementar, poderá prescrever o tratamento seguindo as orientações do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Hepatite C e Coinfecções (PCDT Hepatite C) do Ministério da Saúde. Os pacientes na fase inicial da infecção podem ser tratados nas UBSs, sem a necessidade de consulta na rede especializada para dar início ao tratamento.

 

Sintomas – Nem sempre a infecção por esses vírus apresenta sinais e sintomas, mas quando presentes, incluem frequentemente febre, fraqueza, mal estar, dor abdominal, enjoo/náuseas, perda de apetite, urina escura, icterícia (olhos e pele amarelados) e fezes esbranquiçadas.

 

Transmissão – A hepatite C é transmitida pelo sangue (via parenteral, percutânea e vertical), sêmen e secreção vaginal (via sexual). A transmissão pode ocorrer pelo compartilhamento de objetos contaminados, como lâminas de barbear ou depilar, escovas de dente, alicates e acessórios de manicure e pedicure, materiais para colocação de piercing e para confecção de tatuagens, materiais para escarificação da pele para rituais, instrumentos para uso de substâncias injetáveis, inaláveis (cocaína) e fumadas (crack).

 

Pode ocorrer a transmissão também em acidentes com exposição a material biológico, procedimentos cirúrgicos, odontológicos, hemodiálise, transfusão, endoscopia, entre outros, quando as normas de biossegurança não são respeitadas.

 

Mundo – Estima-se que, aproximadamente, 175 milhões de pessoas estejam infectadas com o vírus da hepatite C (HCV).

 

 

Hepatite D

 

A hepatite D, também chamada de Delta, está associada com a presença do vírus da hepatite B para causar a infecção e inflamação das células do fígado. Existem duas formas de infecção pelo HDV: coinfecção simultânea com o HBV e superinfecção do HDV em um indivíduo com infecção crônica pelo HBV. A hepatite D crônica é considerada a forma mais grave de hepatite viral crônica, com progressão mais rápida para cirrose e um risco aumentado para descompensação, CHC e morte.

 

Da mesma forma que as outras hepatites, a do tipo D pode não apresentar sintomas ou sinais da doença. Quando presentes, os mais frequentes são: cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, observação de pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Após o resultado positivo e confirmação, o médico indicará o tratamento de acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para hepatite B e Coinfecções.

 

Os medicamentos não ocasionam a cura da hepatite D. O objetivo principal do tratamento é o controle do dano hepático. Todos os pacientes portadores de hepatite Delta são candidatos às terapias disponibilizadas pelo SUS. Atualmente elas são compostas por alfapeguinterferona 2a e/ou um análogo de núcleostídeo. Todos os pacientes com hepatite D devem ser encaminhados a um serviço especializado. Além do tratamento medicamentoso, a orientação é de que não se consumam bebidas alcoólicas.

 

Prevenção – A imunização para hepatite B é a principal forma de prevenir a hepatite D. Usar preservativo em todas as relações sexuais, não compartilhar de objetos de uso pessoal são os meios de se prevenir a infecção pelo vírus. Além disso, toda mulher grávida deve fazer o pré-natal e os exames para detectar as hepatites, o HIV e a sífilis.

 

Mais informações sobre as hepatites virais aqui.

Diagnóstico e tratamento para as hepatites virais aqui.

 

Texto: Jurana Lopes/Agência Saúde-DF

Edição: Johnny Braga

Arte: Arquivo/SES



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