Muitas doenças comuns no Brasil e no mundo deixaram de ser um problema de saúde pública por causa da cobertura vacinal adequada da população. A rubéola é um exemplo disso. Desconhecida das novas gerações, ela é uma infecção viral aguda altamente contagiosa, que causa erupções vermelhas na pele. Também chamada de sarampo alemão, acomete principalmente crianças. Mas quando infecta as gestantes, pode levar a abortos e malformações congênitas no feto, como cardiopatias, glaucoma, catarata e surdez.

 

Assim como outras doenças do passado, a rubéola pode voltar à tona e contaminar a população, caso as coberturas vacinais continuem abaixo da meta preconizada. Felizmente, a vacina tríplice viral está disponível na rotina de todas as unidades básicas de saúde (UBS) do Distrito Federal. Chamada de tríplice viral, ela protege contra a rubéola, caxumba e sarampo, cuja aplicação ocorre a partir de 12 meses de idade.

No Distrito Federal e no Brasil, o último caso confirmado da doença foi em 2009. Apesar dos indícios apontarem que ela não está em circulação, é realizada uma vigilância sentinela constante, feito por órgãos de saúde estaduais e federais, em busca de sinais da doença.

 

Transmissão

 

Ocorre por meio de contato com secreções de pessoas doentes ao tossir, falar ou espirrar. A transmissão indireta, pouco frequente, pode acontecer no contato com objetos contaminados com secreção nasofaringe, além de sangue e urina.

 

A transmissão acontece entre cinco a sete dias antes das manchas vermelhas aparecem no corpo e até sete dias após o surgimento delas. O período de incubação varia de 14 a 21 dias.

A suscetibilidade é geral e a imunidade ativa é adquirida por meio da infecção natural ou da vacinação.

 

Sintomas

 

 

O quadro clínico é caracterizado por erupções vermelhas na pele, com início na face, couro cabeludo e pescoço, espalhando-se para tronco e membros. Também vem acompanhada de febre baixa. Formas inaparentes são frequentes, principalmente em crianças.

 

Já em adolescentes e adultos, pode apresentar sintomas que antecedem a manifestação ou o aparecimento de uma doença, como febre baixa, cefaleia, dores generalizadas (artralgia e mialgia), conjuntivite, tosse e coriza.

 

Não há tratamento específico para rubéola. Apenas os sinais e sintomas são tratados.

 

Histórico

 

A rubéola e a Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) passaram a ser doenças de notificação compulsória em 1996. A partir de 1999, constituiu junto com o sarampo a vigilância das doenças exantemáticas febris. Em 2000, a SRC passou a ter um formulário de investigação de casos registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

 

No ano de 2008 foi realizada uma grande campanha nacional de vacinação de homens e mulheres adultos com até 39 anos de idade, contra a rubéola, com cobertura de 94% da meta populacional. Foram utilizadas as vacinas dupla e tríplice viral.

 

Texto: Leandro Cipriano/Arquivo SES

Edição: Johnny Braga

Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde-DF

Arte: Rafael Ottoni/Arquivo-SES



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