Após empate com o Vasco na tarde de ontem (21), torcedores e imprensa questionam: “o que fica de aprendizado à diretoria do Corinthians?”. Esta é uma pergunta com diferentes respostas possíveis, mas a principal é, sem dúvidas, a necessidade de planejamento do clube.

Afinal, de quem é a culpa?

No cenário que o Corinthians se encontra, é fácil achar responsáveis pelo mal desempenho do elenco. Mas de nada adianta querer culpar o comando técnico de Vagner Mancini, por razões bem simples dentro de um contexto bastante complexo.

Quando foi contratado, em outubro do ano passado, Mancini encontrou um grupo totalmente desorganizado, sem entrosamento, ausente em campo pela falta de estratégias. No geral, o que se tinha era 11 jogadores sem nenhuma identidade coletiva que os unisse em prol de um planejamento de disputa.

Contestado pelo seu retrospecto de passagens em outros clubes, Mancini foi bastante criticado desde a sua chegada, porém os resultados começaram a surgir e render bons frutos de trabalho.

Em apenas 6 rodadas, era notável o amadurecimento da filosofia de jogo da equipe que, até então, corria o risco do rebaixamento. A invencibilidade do treinador somente confirmou a tese de que era possível encaixar as peças e colocar o time nos trilhos. O problema é que o Corinthians provou ser um verdadeiro “trem desgovernado.”

Da mesma forma que é impossível vencer uma corrida de Fórmula 1 com um carrinho de supermercado, um bom comando técnico sem reforço de atletas habilidosos é incapaz de conquistar títulos. A diretoria do Corinthians confundiu nível técnico com valorização de mercado, e assim, contratou jogadores caros que não renderam o esperado, pelo contrário, intensificaram as dívidas da instituição.

Faltando um jogo para o término do Brasileirão, tudo indica que Mancini e os dirigentes do clube entenderam a necessidade de aprimoramento dos profissionais da base (Sub-20). São jogadores que podem ser bem utilizados e lapidados, ao mesmo tempo que podem ser negociados a demais clubes se for preciso. O corte de gastos em relação aos exageros contratuais mostrou ser essencial nesta nova etapa.

Não basta olhar os resultados das últimas partidas ou o desempenho individual dos jogadores. O que falta para o Corinthians é uma gestão. Isso fica ainda mais evidente através da incapacidade do clube se classificar ao G-8 (grupo de acesso à Libertadores). Novamente, o Timão está fora da principal competição da América Latina e isso custa caro (literalmente).

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