A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidiu, por unanimidade, afastar Flordelis dos Santos de Souza (PSD) do cargo de deputada federal, usurpando os poderes da Câmara dos Deputados, que já deveria ter agido no caso.

O julgamento da parlamentar aconteceu por videoconferência na tarde desta terça, impondo que a parlamentar deve ficar afastada de qualquer função pública até seu julgamento em processo no qual é acusada de ser a mandante da morte do marido, o pastor Anderson do Carmo.

Os magistrados acompanharam o voto do relator, desembargador Celso Ferreira Filho, que determinou, no prazo de 24 horas, o encaminhamento da decisão à Câmara dos Deputados para referendo.

Além do afastamento do cargo, a parlamentar e mais 10 acusados, entre filhos naturais e adotivos, aguardam a decisão da 3ª Vara Criminal de Niterói para saber se irão a júri popular.

A decisão dos desembargadores será submetida ao plenário da Câmara dos Deputados para que os parlamentares decidam se mantém o afastamento.

Além do relator, votaram a favor do afastamento os desembargadores Antônio José Ferreira Carvalho e Kátia Jangutta.

“Há situações que me causaram perplexidade. São 50 anos que convivo nessa casa de conflitos e há muito tempo não vejo uma situação tão complexa, estranha e que causa tanta surpresa”, disse Celso Filho.

A procuradora de Justiça Maria Christina Pasquinelli Bacha de Almeida deu parecer a favor do afastamento de Flordelis. Em sua sustentação oral, ela afirmou que Flordelis usa o cargo para intimidar e para “cooptar benesses para sua pessoa e seu clã criminoso”.



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