O Gabinete de Crise contra a covid-19 no Rio Grande do Sul manteve 11 regiões do estado em banceira preta, como medida para evitar a propagação da covid-19. 

As regiões  somam 68,4% da população gaúcha em situação de risco altíssimo para esgotamento da estrutura hospitalar e velocidade de propagação de coronavírus.

O gabinete recusou, nesta segunda-feira (22), 10 pedidos regionais de reconsideração ao mapa preliminar da 42ª rodada do Distanciamento Controlado. Com isso, o mapa definitivo permanece com 11 regiões em bandeira preta, e 10 em bandeira vermelha.

Ao anunciar o mapa definitivo, ao vivo nesta segunda-feira, o governador Eduardo Leite afirmou que serão mantidas as regras de cogestão, o que significa que as 11 regiões em bandeira preta podem adotar protocolos de bandeira vermelha, se tiverem um plano regional aprovado pelo governo estadual.

Da mesma forma, as regiões em bandeira vermelha podem adotar os protocolos da laranja.

Foi anunciada também a ampliação da restrição de circulação no estado, que passa a ser das 20h às 5h.

Devem estar fechados, sem público ou clientes, estabelecimentos de atendimento ao público, reuniões, eventos, aglomerações e circulação de pessoas tanto em áreas internas quanto externas, em ambientes públicos ou privados.

O governador ressaltou que a situação do estado se reflete nos dados da doença e na taxa de ocupação das UTIs no RS, que nesta segunda-feira chegou a 86%.

“É o maior nível de ocupação que a gente registra desde que iniciou a pandemia, mesmo que tenhamos ampliado tão fortemente as nossas estruturas de UTI. Eram 933 leitos (no começo, em março do ano passado), e mais de 2 mil leitos hoje”, aponta, reforçando que o RS está no auge da crise da pandemia, e que a situação é de extrema gravidade.

Leite disse que as regiões com bandeira preta poderão ter a educação infantil e do primeiro e segundo ano do ensino fundamental funcionando, com a observação de todas as regras estabelecidas para o funcionamento do ensino.

Para os demais níveis, as atividades presenciais seguem proibidas em regiões com bandeira preta. As atividades de ensino presencial não podem ser definidas pelo sistema de cogestão regional.

Ainda segundo o governador, mesmo que o governo do estado tenha permitido a cogestão, é importante que os prefeitos e toda a população adotem e cumpram as medidas mais restritivas dentro do possível.

“O vírus é uma ameaça real, o que nós estamos observando é diferente do que observamos nos momentos passados. O vírus tem parecido mais agressivo com pessoas mais jovens, temos observado uma disseminação mais rápida, um contágio maior e o risco da falta de atendimento é real”, frisa. Veja a classificação definitiva da 42ª semana.

Estado perto das 12 mil vítimas fatais

O Rio Grande do Sul registrou 49 óbitos nas últimas 24 horas pela covid-19, conforme boletim da Secretaria Estadual da Saúde (SES) divulgado nesta segunda-feira (22). Com isso, já são 11.820 vidas perdidas no território gaúcho em função da doença.

O estado também registra 606.414 infectados pelo novo coronavírus desde o início da pandemia, com a confirmação de 2.243 novos casos pela SES. Dos infectados até o momento, 576.991 (95%) são considerados recuperados e 17.543 (3%) estão em acompanhamento.

De acordo com a SES, Passo Fundo e Canela foram as cidades com o  maior número de vítimas fatais, sendo 4 óbitos cada, seguida de Porto Alegre, Canoas, Santa Maria, Nonoai e São Pedro do Sul com 2 óbitos cada. Nenhuma outra cidade teve registro de mais de uma vítima fatal hoje. Dos 497 municípios gaúchos, apenas 61 não têm registro de vítimas fatais.

Colapso nos hospitais da capital

Na capital gaúcha, a ocupação das UTIs atingiu a maior taxa do ano, 96,50%. O Hospital Moinhos de Vento ultrapassou sua capacitação, fechando está segunda-feira com 115,15%.

Os hospitais São Lucas, Mãe de Deus, Independência, Femina e Restinga estão com as UTIs em lotação máxima. Seis hospitais estão com lotação superior a 90% e três estão com 80% ou mais de ocupação.

Apenas o Hospital Porto Alegre está com a ocupação baixa, sendo 57,14% Além disso, a capital segue acima da marca dos 300 pacientes com covid-19.

Entre os 771 pacientes internados na cidade, 357 têm covid-19 confirmada e 56 têm suspeita da doença. Entre aqueles que têm a confirmação do contágio, 53 estão na emergência aguardando UTI.

Em todo o estado, às 18h desta segunda, a ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) estava em 86%, sendo 2.308 pacientes em 2.684 leitos de UTI. Entre os internados, 1.145 (49,4%) têm covid-19 confirmada e 207 têm suspeita da doença.

Perfil dos infectados

Dos casos confirmados da doença no estado, 54% são mulheres (324.551) e 46% (281.863) homens. A maioria dos casos compreende pessoas de 30 a 39 anos (136.117 casos). Já em relação à raça, a predominância é de pessoas declaradas brancas, com 460.188, seguido de não informados (92.505), pretos (23.881), pardos (22.339), amarelos (5.914) e indígenas (1.587).

No estado, 26.427 profissionais da saúde foram diagnosticados com a doença, assim como 11.934 imigrantes e 1.127 pessoas privadas de liberdade. 

Vacinação 

O RS recebeu, até o momento, 704.400 doses de vacina contra o coronavírus, sendo 588.400 vacinas Coronavac, produzida pelo laboratório Sinovac em parceira com o Instituto Butantan, e 116 mil vacinas de Oxford/AstraZeneca, em parceria com a Fiocruz, conforme balanço do governo estadual.

Já foram distribuídas 702.143 referentes à 1ª dose e a 2ª dose. Até as 18h de hoje (22), 464.238 pessoas foram imunizadas, sendo 420.713 com a primeira dose e 43.525 com a segunda.

Em Porto Alegre foram recebidas, até o momento, 128,05 mil doses destinadas a 122.023 pessoas do grupo prioritário. Já foram vacinadas 99.038 pessoas com a 1ª dose (81,16%) e 25.036 com a 2ª dose (20,52%)

No Brasil já foram vacinados 5.933.678 pessoas com a primeira dose e 1.204.604 com a segunda, totalizando 7.138.282 doses aplicadas, de acordo com a plataforma CoronavirusBot

Para coibir que pessoas fora dos grupos prioritários da campanha de vacinação contra a covid-19 sejam vacinados indevidamente, a Secretaria da Saúde e o Ministério Público do Estado lançaram um formulário para denúncias de possíveis “fura-filas” da vacina. O formulário pode ser acessado aqui.

Para aprimorar o acompanhamento de denúncias sobre possíveis irregularidades no processo de vacinação contra a covid-19 no Rio Grande do Sul, foi criada uma força-tarefa por representantes de instituições públicas.

A parceria foi consolidada em reunião virtual realizada na última sexta-feira (19) entre a secretária da Saúde, Arita Bergmann, o procurador-geral de Justiça do Estado, Fabiano Dallazen, o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS), Estilac Xavier, a chefe de Polícia, delegada Nadine Anflor, e o diretor de Controle e Fiscalização do TCE-RS, Everaldo Ranincheski.

País tem quase 247 mil vítimas fatais

O Conselho Nacional de Secretarias de Saúde (Conass) registrou, em boletim publicado hoje (22), 639 óbitos e 26.986 infectados em todo o país. Com isso, o Brasil já soma mortes 247.143 e 10.195.160 contaminados pelo novo coronavírus. 

O que é coronavírus?

É uma extensa família de vírus que podem causar doenças tanto em animais como em humanos. De acordo com a  OMS, em humanos, os vários tipos de vírus podem causar infecções respiratórias que vão de resfriados comuns até a crises mais graves como as provocadas pela síndrome respiratória do Oriente Médio (MERS) e a síndrome respiratória aguda severa (SRAS). O coronavírus descoberto mais recentemente causa a doença covid-19.  

Como ajudar a quem precisa?

A campanha “Vamos precisar de todo mundo” é uma ação de solidariedade articulada pela Frente Brasil Popular e pela Frente Povo Sem Medo. A plataforma foi criada para ajudar pessoas impactadas pela pandemia da covid-19. De acordo com os organizadores, o objetivo é dar visibilidade e fortalecer as iniciativas populares de cooperação.  

Como tirar dúvidas?

A Secretaria Estadual da Saúde recomenda à população e aos profissionais de saúde do RS que entrem em contato com a vigilância epidemiológica de seu município para esclarecimento de dúvidas. Nos horários que as repartições municipais não estiverem atendendo ao público, está disponível o telefone 150 – Disque Vigilância da SES. Questionamentos podem ser encaminhados também para o email [email protected]

Fonte: BdF Rio Grande do Sul

Edição: Leandro Melito e Marcelo Ferreira



Source link

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here