A 1ª Delegacia de Polícia Civil de Valparaíso de Goiás deflagrou, no dia 24 de fevereiro, uma operação com a finalidade de apurar irregularidades em clínicas terapêuticas de recuperação de usuários de drogas. Durante as diligências, irregularidades administrativas culminaram no fechamento de um estabelecimento, que mantinha seus interns tolhidos da liberdade de ir e vir.

As principais vítimas afirmaram cabalmente que sofreram violência psicológica e ameaças para que não saíssem do local. Em ato contínuo, as partes foram conduzidas para a delegacia, oportunidade em que foram colhidos os depoimentos. Em uma das oitivas, uma das vítimas relatou que era constantemente ameaçada e dopada para que não fugisse do local. Uma segunda vítima já teria sido liberada de outra internação em fevereiro de 2020, sendo novamente internada, na nova clínica, sem sua autorização há cinco meses.

O responsável pelo estabelecimento irregular não apresentou nenhum documento que comprovasse ter preenchido os requisitos legais para poder internar pacientes. O investigado já possui ocorrência em prática delituosa similar, também referente ao fechamento de outra comunidade terapêutica, naquela cidade, tida como filial da matriz que fora objeto desta investigação.

Pelo apurado, constatou-se a prática do delito de cárcere privado, na modalidade internação fraudulenta, razão pela qual foi lavrada a prisão em flagrante do responsável pela fundação e manutenção da clínica terapêutica pela conduta descrita no art. 148, §1º, incisos II e III, caput c/c art. 69, todos do Código Penal.



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