Uma equipe de pesquisadores da Universidade de San Diego, na Califórnia, elaborou novos mapas para resolver algumas questões sobre o consumo de energia do cérebro humano. Os estudos foram executados a partir de modelos recém-criados que tiveram como base cérebros de ratos.

O nosso cérebro é um consumidor voraz de nutrientes, com um labirinto imenso de vasos sanguíneos agrupados de ponta a ponta, o que garante um fluxo contínuo de oxigênio e açúcar para manter o órgão funcional em sua plenitude.

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Os resultados do trabalho da equipe liderada por Xiang Ji e David Kleinfeld desvendou uma série de mistérios sobre a densidade dos vasos sanguíneos do cérebro, que possuem uma fiação extensa, sendo que cada um desses fios é cem vezes menor que um fio de cabelo.

“Desenvolvemos um sistema experimental para criar imagens e reconstruir o sistema microvascular em cérebros de camundongos inteiros com perfeição e precisão sem precedentes”, disse Kleinfeld, que é professor do Departamento de Física da UC San Diego.

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O esforço do estudo foi feito por meio de engenharia reversa. “Isso permitiu que Xiang fizesse cálculos sofisticados que não apenas relacionavam o uso da energia do cérebro com a densidade dos vasos”, disse o professor.

Construção dos mapas

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Estudos parecidos são realizados desde a década de 1920. Crédito: Naeblys/Shutterstock

Os estudos sobre a ação dos vasos sanguíneos no transporte de nutrientes para regiões ativas e menos ativas do cérebro não são novos. Esta questão é colocada pela fisiologia desde a década de 1920.

Nos anos 1980, uma tecnologia chamada autorradiografia, que é a irmã mais velha do tomógrafo, permitiu aos pesquisadores medir a distribuição de açúcar nos cérebros de ratos e como isso alterava seu metabolismo.

Para construir estes mapas, Ji e Kleinfeld preencheram 99,9% dos quase 6,5 milhões de vasos do cérebro dos ratos com um gel marcado com corante. Depois disso, fotografaram o órgão inteiro com enorme precisão e transformaram as imagens em mapas vasculares cerebrais.

Com as redes prontas, a equipe determinou que a concentração de oxigênio é a quase a mesma em toda a extensão de cérebro. Além disso, observaram que os vasos são responsáveis por compensarem diferentes necessidades de energia do órgão.

Via: Medical Xpress

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