O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi o primeiro a proferir seu voto no julgamento sobre a liberação de atividades religiosas presenciais, se manifestando contra a ação.

Relator do processo, Mendes proferiu seu voto com diversas ofensas contra líderes religiosos que buscam a retomada das atividades, como a tentativa de classificar como “negacionistas” aqueles que querem celebrar os cultos.

O ministro apontou como uma “agenda política negacionista, que se revela, em toda a dimensão contrária à fraternidade tão ínsita ao exercício da religiosidade”.

Na decisão, Gilmar criticou atitudes “farisaicas” que acabam “tomando o nome de Deus para se sustentar o direito à morte”. Fariseus eram uma casta de judeus criticada por Jesus na Bíblia por praticarem atitudes contrárias àquilo que pregavam.

Mendes citou dados da pandemia em outros países, onde houve tentativa de responsabilizar igrejas pela proliferação da doença.

O início do julgamento foi marcado para esta quarta, 7 de abril, pelo presidente do STF, Luiz Fux, após decisões conflitantes de Nunes Marques e do próprio Gilmar Mendes sobre o assunto.

Em tom desrespeitoso, o ministro atacou o advogado-geral da União, ministro André Mendonça, afirmando que ele parecia ter vindo de uma “viagem a Marte e que estava descolado de qualquer responsabilidade institucional”.

Para o ministro, “não há como articular as restrições impostas com o argumento de violação ao dever de laicidade. Também não comove a tentativa de atrelar excessividade à medida”.

Após o voto do ministro Gilmar Mendes o julgamento foi interrompido para ser retomado nesta quinta, 8 de abril.



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